Ilustração de Lyn Nascimento
Ilustração de Lyn Nascimento

A demolição do Cortiço Cabeça de Porco: a mesma história, mas há 120 anos

Yuri Lueska

“é preciso dar voz aos silêncios da história, essas terríveis pausas em que ela se cala e que são exatamente seus aspectos mais trágicos” (Jules Michelet) 

O historiador Sidney Chalhoub aponta, nos últimos anos do império, a existência de uma cidade negra construída por cativos no Rio de Janeiro[1]. Essa cidade negra é a politização do cotidiano pelos escravos. Um processo inerente a constituição da multidão na outrora capital do Império, pois, com o surgimento do aglomerado urbano, o escravo – assim como o ser errático procurado por Sherlock Holmes – apaga seus vestígios e conquista seu anonimato, ou seja: constrói a dúvida da condição cativa ou liberta. A proclamação da república acelera em proporções inéditas até então um processo de transformação urbana na cidade do Rio de Janeiro. A mesma multidão que serviu para corroer a escravidão na capital, nos primórdios da república, torna-se uma preocupação da elite carioca por um outro motivo: nela estão elementos da interpretada barbárie que impossibilitam a constituição da pretensa civilização no Brasil.

Ao modernizar a capital federal nos primeiros anos da república, a burguesia preocupava-se por apagar o passado colonial e monárquico da cidade, e logo, acabavam por enfrentar essa cidade negra. Esta vivia em práticas socioculturais, como a capoeira, e também existia materialmente, em cortiços, por exemplo. A demolição do cortiço Cabeça de Porco, no dia 26 de janeiro de 1893, está inserida nesta conjuntura.

Não por acaso, o “Jornal Ilustrado para a Familia”, A Estação (1879-1904), entre dicas de moda e saúde, voltadas para o público feminino, ao eleger os “heróis” da segunda quinzena de janeiro de 1893 – “uma quinzena bastante chocha!”[2] – concede este título, entre outras figuras, para o prefeito Barata Ribeiro, que

“está resolvido a acabar de uma vez por todas com uns tantos abusos inveterados, que são a vergonha dos nossos costumes, e a decretar medidas há muito tempo reclamadas pelo publico, entre estas a benemérita demolição, que já se fez, de uns pardieiros que transformavam a rua do Machado Coelho n´um escandaloso funil”.[3]

O trecho acima nos mostra que os editores deste jornal não buscavam somente demolir fisicamente o cortiço Cabeça de Porco, mas sim socialmente. A estrutura física da edificação era no fundo um encouraçado para prática que são vergonha no nosso tempo. As leitoras que buscavam acompanhar a moda parisiense da última estação chocavam-se com a arquitetura sociocultural daquele povo, daquela multidão. A conduta individual moderna era uma batalha corrente, e seus paladinos conseguiram uma vitória com a demolição do cortiço. Mas o Cabeça de Porco apesar de ser um bastião da barbárie, aos olhos de uma elite, era só um bastião. Algumas frases adiante, na mesma notícia, comenta sobre a política do mesmo prefeito de retornar o Carnaval para Fevereiro, “desmanchando assim a extravagante resolução da Intendencia passada, que colocou Momo ao lado de S. João”[4] . Em 1892 o carnaval fora transferido para Julho. O periódico parece não muito simpático para com o Carnaval, e esforça-se para se explicar:

“Eu cá por mim preferia que não houvesse Carnaval nem em Fevereiro ou Março, nem em Julho, porque acho – já muitas vezes o tenho dito – que esse divertimento não se compadece com a educação moderna, – mas isto é uma nota muito pessoal, e eu reconheço que este povinho precisa do Carnaval como do pão para a boca, e que é essa, talvez, a nossa única diversão verdadeiramente popular”.[5]

Ao precisar nossos olhos e nossas perguntas nestes dois trechos podemos identificar que se aparentemente são casos isolados – demolição do cortiço e carnaval –nas entrelinhas não são. O sentimento que leva o(a) autor(a) da notícia querer que não houvesse Carnaval é o mesmo que a levou a não querer o cortiço. E o motivo é que tanto o Cabeça de Porco quanto a festa popular são residências deste povinho, desta multidão. Com ou sem carnaval, para os e as despejadas, sem sombra de dúvida não foi uma quinzena chocha.

Avaliando outro jornal do período vemos que esse sentimento em relação ao cortiço não era exclusivo das leitoras do A Estação. No dia 27 de janeiro do mesmo ano o jornal Gazeta de Noticias relata-nos os acontecimentos do dia anterior na sua primeira página. O jornal dedica um extenso artigo sobre o ocorrido, e não poupa palavras para exaltar o prefeito e denunciar “esse escândalo municipal, que por tanto tempo zombou da nossa administração publica”[6]. Começa por contar a história deste cortiço, que segundo o jornal tem sua gênese em meados do século XIX. Distintas vezes combatido, fora distintas vezes também vitoriosos, resistindo a inúmeras empreitadas para sua demolição. Porém, o assunto tornara-se uma pedra no sapato da elite carioca, que segundo Lima Barreto convivia com o seguinte questionamento: “A argentina não nos devia vencer; o Rio de Janeiro não podia continuar a ser uma estação de carvão, enquanto Buenos Aires era uma verdadeira capital europeia”[7].

“O Sr. Dr. Barata Ribeiro, digno prefeito, que não sabe o que são embaraços, quando se trata de cumprir a lei, e que, se continua n´este caminho, está destinado a prestar serviços inolvidáveis á nossa cidade, mandou há cinco dias intimidar os habitantes do cortiço a despejarem-n´o, a hontem, expirando o prazo, procedeu-se á demolição da estalagem”.[8]

As penas correram entusiasmadas nas salas do jornal. A estética não foi intimidada para descrever esta longa batalha contra a barbárie. Recorreram a Grécia Antiga, cujas batalhas, talvez, nossa elite imaginava estar realizando. Cabeça de Porco torna-se logo Cabeça de Meduza, e o prefeito Barata Ribeiro, que não sabe o que são embaraços, é descrito como o mitológico Perseu, “bastante corajoso e forte para arcar com as fascinações da nova Gorgone. Tendo por defesa, não o escudo de Minerva, mas a força soberana da lei, o Sr. Dr. Prefeito municipal não se arrecciou de ameaças e enfrentou o monstro”.[9]

A referência a mitologia grega não paira no ar sem função extra-estética. Perseu era um semi-deus, filho de Zeus. Em uma aposta com seu rival Polidectes, acabou entrando numa jornada para trazer a cabeça da Medusa. Esta era uma das górgonas: criaturas mitológicas monstruosas. Nesta longa batalha Atena dá para Perseu um escudo para sua proteção; a equivalente romana para esta deusa é Minerva. Esta é mais uma epopeia que poderia ser lida como a luta da razão, do bem, contra a irracionalidade e a barbárie.

O tom mitológico que permeia a notícia da demolição do cortiço poderia soar cômico, se não fosse trágico. O enredo épico da notícia não foi um surto isolado de um único jornalista ainda embriagado com uma recente leitura. Em um outro jornal – Diário de Noticias – numa coluna assinada por um certo Gil., temo-nos contado que a prefeitura do Rio de Janeiro fez um pertinaz convite para toda mídia fluminense comparecer na demolição. Essa, sedenta da cabeça da górgona, compareceu ávida, com cadernos em punhos, relatando minunciosamente a luta mitológica da civilização contra a barbárie. Relata-nos Gil. sobre o convite:

“D’esta vez os srs. jornalistas não foram tomar parte n´uma d´essas festas culinárias que fizeram a reputação dos nossos mestres Cook e fazem as delicias das inaugurações menos solemnes

A cabeça de porco que neste momento me ocupa é simplesmente um nome; não um pitéu. Infelizmente para o estomago dos convivas, mas ainda bem para a moralidade e para a hygiene publica”.[10]

A demolição do Cortiço foi celebrada como um espetáculo. A imprensa da cidade foi convidada, e compareceu. Apresentou-se com o mesmo entusiasmo que iria para um jantar oficial ou inauguração de uma obra de magnitude inédita. O caráter midiático do “evento” denota em si a importância extra factual daquele espetáculo. A besta tinha zombado por anos do poder público e dos homens de boa ventura,

“Mas agora encontrou diante de si, enérgico, implacável, terrível, um homem cujas resoluções, acertadas ou não, resistem inabalavelmente a todos os obstáculos: o honrado sr. Prefeito municipal, que jurou aos seus deuses dar a cabo d´aquelle escândalo, ainda que contra a sua pessoa se revoltassem todas as immundices que para nossa destruição ali se achavam acumulados”.[11]

Novamente vemos o prefeito Barata Ribeiro jurando aos deuses que daria a cabo d´aquelle escândalo. Entre os deuses certamente não estava Jeová, cujo caráter uno e monolítico impossibilita a convivência entre iguais, a menos que dentro de si. Talvez os deuses eram Atena, Hades e Hermes; os mesmos imortais que auxiliaram Perseu em seu confronto contra Medusa. Na notícia anterior vimos que nosso Perseu tupiniquim não estava armado com o escudo de Minerva, mas com a força soberana da lei. A comparação não é casual, como vimos Minerva é a correspondente romana para Atena; deusa da sabedoria e da civilização.

Na mitologia grega, após Perseu derrotar Medusa e decapitá-la, este oferece sua cabeça para Zeus. A impressão que temos é que Barata Ribeiro de fato espelhava-se no semi-deus Perseu, e sua bandeja com o troféu, seria os periódicos, que no dia seguinte descreveram a miúdas, entregando os miolos já digeridos para as famílias aterrorizadas pela Cabeça de Porco.

Três jornais descrevem pontualmente a demolição, com um roteiro que inclui horários, cenários, ação & personagens. Segundo o Jornal do Brazil às oito horas da noite começara a demolição. Já Diário de Notícias nos conta que pelas nove horas da noite “começou o serviço e começou logo com actividade e decidida vontade”[12]. O aparato policial e operativo apontado pelos jornais é considerável. Além destes contou-se com o Corpo de Bombeiro, que forneceu seu pessoal e sua grande bomba a vapor cujas mangueiras jorrariam água para amenizar o pó que por ventura espalhar-se-ia devida a demolição. Além disso, “pela rua do Dr. João Ricardo estendiam-se em linha as carroças de transporte do entulho, que esperavam a ocasião de tomar parte no grandioso espectáculo”[13]. A palavra espectáculo que citamos, foi unanime nas notícias sobre o causo; talvez por designar no imaginário do leitor o que se entendia – ou o que se queria que entendesse – que fora o evento. Já o jornal Gazeta de Noticias ao descrever o primeiro ato do episódio prima por uma descrição mais precisa:

“Às 7 ½ horas da noite, uma força do 1º batalhão, comandado pelo tenente Santiago, tomou conta da estalagem, prohibindo o ingresso e a sahida. Cerca das 8 horas apresentou-se ali o Dr. Barata Ribeiro, prefeito municipal, acompanhado dos Srs. Drs. Chefe de policia; Dr. Emygdio Ribeiro, engenheiro municipal; Dr. Arthur Pacheco, medico municipal; Dr. Frederico Fróes, secretario da inspectoria de hygiene; Dr. Emidio de Miranda, delegado do districto; e de outras autoridades”.[14]

O número de autoridades ligadas ao estado que as notícias citam nominalmente a presença, é impressionante. Fora os citados acima temos: 1º e 2º delegado auxiliar, Corrêa Dutra & Cesário de Mello; Major Osório; Dr. Joaquim José de Carvalho, médico da polícia; Sr. Pereira Ramos, fiscal da freguesia. Temos também alguns cuja apenas a patente fora citada nos jornais, além deles: “Achavam-se também presentes os representantes da imprensa e grande numero de cavalheiros amigos do dr. Prefeito e desejosos de apreciar o imponente espectáculo que se desenvolvia a luz das lâmpadas e archotes”.[15]

Segundo o Diário de Notícias uma grande multidão aglomerava-se à entrada do cortiço. A polícia, com seu contingente preparado para a operação continha os populares enquanto cerca de 150 homens, providos de picaretas, machadões, alviões e outras ferramentas davam a cabo o Cabeça de Porco. Começou-se, então, o espetáculo pelo lado esquerdo da estalagem.

A euforia era tremenda que os periódicos não poupam palavras em descrever o sofrimento das pessoas despejadas. Hoje, lendo as notícias de 27 de janeiro de 1897, é imperioso fazer uso das palavras de Nicoulau Sevcenko na introdução de seu livro A Revolta da Vacina: “os executores se representam a si mesmos como heróis redentores, cuja energia implacável esconjura a ameaça que pesa sobre o mundo. O preço a ser pago pela sua bravura é o peso do seu predomínio. A cor das bandeiras dos heróis é a mais variada, só o tom do sangue de suas vítimas permanece o mesmo ao longo da história”[16]. Neste caso, tanto o sangue, quanto as lágrimas e o executor seguem sendo o mesmo. E vemos isso quando as picaretas começam atingir o lado esquerdo da estalagem. Logo que atingidas pelas primeiras marretadas, “sahiram de algumas casas, que se julgavam deshabitadas, mulheres, crianças, carregando moveis, colxões, etc.”[17].

As ordens eram enérgicas. Imagino comigo mesmo – se o leitor me permite – que os punhos e as mãos que carregavam as picaretas teriam em seus traços – caso uma cigana os lesse – histórias parecidas com a dos desalojados. Porém, a vida encruzilha seus atores, e cabe a cada um a escolha frente a possibilidade que deslumbra. Deslumbrado de tal ou qual maneira, as picaretas continuaram agora para o lado direito do cortiço. Neste momento um espanto surge no palco na qual estavam os ilustres do nosso país. Ainda hoje pode ser lido naquela edição do Gazeta de Notícias.

“Parece incrível o que se observou nessa ocasião. Moradores da estalagem, habituados talvez a ameaça de medidas nunca levadas a efeito, só deixavam os seus aposentos quando estes começavam a ser destelhados. Então quem ali se achava, poude observar um espectaculo que não deixou de impressionar tristemente. Via-se sahirem d´aquelles quartos estreitos e infectos mulheres e homens que imploravam ás autoridades os deixassem permanecer ali por mais 24 horas.

Muitas destas mulheres e algumas crianças, banhadas em lagrimas, retiravam as suas camas, cadeiras, e outros objectos de uso”.[18]

Os três jornais que analisamos relatam o espetáculo até a meia-noite, hora limite para que os artigos fossem lançados à gráfica. Nesta hora “estava completamente destruida a ala esquerda e parte da direita, sendo por ordem do Sr. Prefeito destelhadas as casinhas, para assim evitar que nellas permanecessem os respectivos moradores”[19]. Ainda, segundo o Jornal do Brazil o prefeito, assim como algumas outras autoridades continuaram noite adentro “assistindo a todos os trabalhos, que naturalmente não ficarão terminados antes de amanhã”[20]. Todos os jornais finalizaram sua matéria com um alívio da vitória de Perseu contra Medusa. Na manhã do dia 27 de janeiro de 1897, liam, as famílias e os homens de boa conduta, ao final desta batalha: “A demolição da Cabeça de Porco marca época de renovação da nossa capital, o inicio dos grandes melhoramentos do Rio de Janeiro”.[21]

A destruição do Cabeça de Porco não é uma simples demolição de um cortiço. Ela é na verdade um espetáculo, uma festa de inauguração. Aos olhos da nossa elite e dos nossos ilustres, inaugurava-se a grande estilo um novo inimigo para combater o atraso – uma vez que a monarquia já não existia – e, mais importante que isso, uma ofensiva contra esse inimigo. O inimigo era o ser errático escondido na multidão que, como a febre amarela, propaga a barbárie, o atraso, a lembrança do passado monárquico e colonial, e rapidamente tornava-se anônima no aglomerado urbano; era o último bastião, que para nossos ilustres, resistia contra a civilização.

Passaram-se um pouco mais de 120 anos deste a noite em que o cortiço Cabeça de Porco foi demolido. Nestes 120 anos inúmeros cortiços foram destruídos e desalojados. A imensa maioria condenada ao esquecimento. Incontáveis anônimos sentiram o desamparo causado pela imponente e covarde força daqueles que interpretam seres humanos como câncer. São vidas e relações sociais que quando lembradas, o são pela sua morte. E mais de um século depois, ainda convivemos com notícias similares as descritas aqui. Em São Paulo, sob uma suposta bandeira do progresso e da segurança, o prefeito João Dória implode casas com moradores dentro, promove eugenia, e dispersa seres humanos somo bichos. Não acredito que a história se repete. Mas acredito que sua narrativa pode – e deve – nos ajudar a interpretar a natureza dos nossos problemas, do nosso país e de outros objetos. É natural nos perguntarmos “até quando”. Mas além disso devemos perguntar o porquê. Talvez, a resposta esteja na natureza comum de Barata Ribeiro e João Dória. Tal natureza é um traço genético de como nossa elite interpreta a si e ao outro. Uma elite que, avaliando-se diferente demais do resto dos brasileiros, é incapaz de ceder direitos democráticos reais mínimos para tal povo. Não por que só não quer, mas sim por que não pode e não consegue.

Notas

[1] CHALHOUB, Sidney. Visões da Liberdade: uma história das últimas décadas da escravidão na Corte – São Paulo: Companhia das Letras, 2011.

[2] A Estação. Jornal Ilustrado para a Família. Rio de Janeiro. 31 de Janeiro de 1893. Nº2. XXIIªAnno, p.7.

[3] Idem.

[4] Idem

[5] Idem

[6]Gazeta de Noticias. Rio de Janeiro. 27 de Janeiro de 1893. Nº26. XIXªAnno, p.1.

[7] BARRETO, Lima. Recordações do Escrivão Isaias Caminha. 10ª ed. Editora Ática: São Paulo, 2001. p.116.

[8] Gazeta de Noticias. Rio de Janeiro. 27 de Janeiro de 1893. Nº26. XIXªAnno, p.1.

[9] Idem.

[10] DIARIO DE NOTICIAS. Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 1893. Ano X, Nº2754, p.1.

[11] Idem.

[12] Idem.

[13] Idem

[14] Gazeta de Noticias. Rio de Janeiro. 27 de Janeiro de 1893. Nº26. XIXªAnno, p.2.

[15] DIARIO DE NOTICIAS. Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 1893. Ano X, Nº2754, p.1.

[16] SEVCENLO, Nicolau. A Revolta da Vacina: mentes insanas em corpos rebeldes. São Paulo: Cosac Naify, 2010. p. 11-12.

[17] Gazeta de Noticias. Rio de Janeiro. 27 de Janeiro de 1893. Nº26. XIXªAnno, p.2.

[18] Idem

[19] Idem

[20] JORNAL DO BRAZIL. 27 de Novembro de 1897. Anno 3. Nº27. p. 1.

[21] DIARIO DE NOTICIAS. Rio de Janeiro, 27 de janeiro de 1893. Ano X, Nº2754, p.1.