Ilustração de Pierre Lapalu

Das finitudes

 Carlos Eduardo Rebuá Dizem que a Universidade do Estado do Rio de janeiro (UERJ) é o lugar do Rio de Janeiro onde ocorre o maior número de suicídios. Representa o fim da linha para muitos jovens e adultos, da elite ou da margem. Ouço isso desde que ingressei no mestrado em Educação de lá em 2009. Ali, num contexto também de desgastes e abandonos, observava diuturnamente como aluno egresso da Universidade Federal Fluminense (UFF), o incisivo caráter popular daquela singular...

Ilustração de Marlon Anjos

O tecido de Chapecó

Carlos Eduardo Rebuá “Para mim, a literatura é uma forma de brincar. Mas sempre acrescentei que existem duas maneiras de brincar: o futebol, por exemplo, é basicamente um jogo, e jogos são algo muito sério e profundo. Quando as crianças brincam, em­bora estejam se divertindo, levam a brincadeira muito a sério. É importan­te. (…) A literatura é assim – um jogo, mas um jogo no qual a gente pode colocar a própria vida. Pode-se fazer tudo por esse jogo”. [Julio...

Ilustração de Marlon Anjos

Hablar do lo que es nuestro: quarenta anos do golpe de 1976 na Argentina

 Carlos Eduardo Rebuá “Sólo el que ha muerto es nuestro, sólo es nuestro lo que perdimos” [Jorge Luis Borges, “Posesión del ayer”, Los conjurados] Na abertura da obra “A ditadura militar argentina: 1976-1983: do golpe de Estado à restauração democrática”, Marcos Novaro e Vicente Palermo utilizam como epígrafe uma afirmativa de Stefan Zweig, de 1941, extraída de O Mundo de Ontem (1941). Zweig, escritor, poeta e dramaturgo austríaco cometeu suicídio em 1942, em...