Ilustração Marlon Anjos
Ilustração Marlon Anjos

O rock errou: Lobão, o pensador social da nova direita brasileira

Romulo Mattos

Após décadas militando em prol de causas progressistas, Lobão iniciou seu giro à direita no ano de 2007, quando lançou o Acústico MTV, pela Sony & BMG. Além de abandonar a sua luta contra as gravadoras multinacionais,[1] foi trabalhar como apresentador de tal emissora, que influenciava fortemente a indústria fonográfica brasileira. No comando do Debate MTV, já era possível vê-lo interceder a favor de representantes do pensamento conservador. Atuou ainda como entrevistador do Código MTV e do Lobotomia. Não custa lembrar que ele fora um crítico dessa empresa de comunicação, com quem manteve vínculo até 2010. Outra experiência televisiva sua que despertou a desconfiança dos partidários da esquerda foi a participação no Manhattan Connection – uma mal disfarçada sucursal do Instituto Millenium na TV brasileira. O artista esteve ali para divulgar o lançamento de sua autobiografia 50 anos a mil – um sucesso editorial, escrito com Marcelo Tognolli, com mais de 150 mil exemplares vendidos (marca inimaginável para os seus CDs nos tempos atuais). Entre sorrisos de cumplicidade e trocas de gentileza com entrevistadores do naipe de Diogo Mainardi – um sacerdote pouco letrado do pensamento antissocialista –, o convidado passava ao largo de suas costumeiras críticas à indústria cultural. Ficava cada vez mais difícil identificar o militante de outrora, que vestia a camisa vermelha de partidos e movimentos sociais de esquerda, como o Movimento dos Sem Terra (MST).

Com o sinal de alerta ligado, os agentes da esquerda ganharam um inimigo declarado em 2011. No Festival da Mantiqueira (significativamente, uma feira literária, e não um evento de rock), Lobão os qualificou como “gente rancorosa e invejosa”.[2] Se não bastasse, criticou o trabalho da Comissão da Verdade e defendeu a validade do golpe de 1964:

“A gente tinha que repensar a ditadura militar. Por que as pessoas acham… Essa Comissão da Verdade que tem agora. Por que que é isso? Que loucura que é isso? Aí tem que ter anistia pros caras de esquerda que sequestraram o embaixador, e pros caras que torturavam, arrancavam umas unhazinhas, não [risos]. Essa foi horrível [risos]. Mas é, é bem isso. Quem é que vai falar isso? Quem é que vai ter o colhão de achar que bunda de pinto não é escovinha? Porque não é. Não é. Então é o seguinte: a gente viveu uma guerra. As pessoas não estavam lutando por uma democracia, as pessoas estavam lutando por uma ditadura de proletariado. As pessoas queriam botar uma Cuba no Brasil, ia ser uma merda pra gente. Enquanto os militares foram lá e defenderam nossa soberania” [grifo nosso].

Esse depoimento é um marco da guinada conservadora de Lobão, e por isso foi reproduzido na íntegra – em que pese a sua obsessão por “bundas” e “colhões” em meio a um assunto tão grave. Analisando o tal trecho, há em primeiro lugar a incompreensão quanto ao trabalho da Comissão de Verdade (CEV). Mas o debate sobre a promoção dos direitos humanos violados e o reforço de instituições e práticas democráticas é sofisticado demais para o cantor agora filiado à ideologia de direita.

Em segundo, há a ridicularização da condenação que setores da esquerda fazem da (falaciosa) tese de reciprocidade entre os atos cometidos por opositores e agentes de Estado – os chamados “crimes conexos” contidos na Lei da Anistia.[3] O deboche em relação ao pedido de revisão dessa aberração jurídica é completado com a tentativa de ocultação dos horrores da tortura – uma política de Estado que não poupou crianças ou mulheres grávidas, e também uma tecnologia exportada para outras ditaduras da América Latina.[4] Logo, esse argumento de Lobão pode ser visto como uma versão possivelmente radicalizada da “ditabranda” proposta pela Folha de São Paulo.[5]

Em terceiro, há a defesa daquilo que o historiador Demian Melo criticamente chamou de: “(…) déficit democrático [da esquerda], que tem ganhado ares de uma condenação generalizada às oposições armadas”.[6] Em terceiro, há a concordância com a teoria do “contragolpe preventivo”, segundo a qual se não fosse a implantação de uma ditadura da direita, teria havido outra, tão ou mais cruel, de esquerda – não por acaso, este é o argumento mais empregado pelos militares para justificar o golpe de 1964 (que vem sendo utilizado por historiados acadêmicos).[7]

Por fim, há a representação do regime cubano como expressão do mal. Se a falta de liberdades políticas por lá devem ser criticadas pela esquerda, chama atenção o silêncio sobre as conquistas sociais da Revolução Cubana (que precisam ser preservadas). Esse é um expediente clássico da direita midiática, como nos mostra as colunas jornalísticas de Nelson Motta (outro personagem do Instituto Millenium), que vez ou outra aborda a ilha caribenha[8] – presente no imaginário golpista brasileiro das marchas da Família com Deus pela Liberdade, em 1964, aos protestos de 15 de março de 2015.

O cartunista Latuff não perdeu tempo e elaborou um desenho em que Lobão gargalha diante de uma cena de tortura. Respondendo àqueles que se indignaram com a já célebre metáfora da unhazinha arrancada, o roqueiro afirmou: “Não serei simonalizado”.[9] Ou seja, por meio de um trocadilho com a palavra “crucificado”, lembrou o nome de Simonal, cantor cuja carreira decaiu vertiginosamente após ser denunciado como o mandante de uma sessão de tortura nas dependências do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), no Rio de Janeiro – a qual tivera como vítima o contador de sua empresa, Raphael Viviani. Lobão estava antenado com a tentativa de reabilitação da imagem de Simonal, que conta com um documentário, uma peça de teatro – com texto de Nelson Motta – e duas biografias.[10]

Os discursos sobre as oposições à ditadura empregados em sua palestra no Festival da Mantiqueira seriam aprofundados (embora com igual imprecisão) em seu Manifesto do Nunca na Terra do Nada, de 2013, aos quais seriam acrescentadas avaliações igualmente intolerantes sobre o PT e a MPB. Essa genial obra sem pé nem cabeça do pensamento social brasileiro foi outro sucesso editorial, com tiragem inicial de 40 mil exemplares e reimpressão de outros 20 mil, em apenas uma semana. Lobão visava a um lugar entre a ala intelectual midiática da nova direita, ao lado de Rodrigo Constantino, Reinaldo Azevedo e o já citado Mainardi, entre outros. Tentava também a aprovação de uma classe média antipopular, intelectualmente preguiçosa, que se sacia com simplificações explicativas e consome vorazmente argumentações ad hominem –estas caracterizadas por ataques pessoais como forma de desqualificação de adversários políticos.

Em sua pesquisa histórica sem citação de fontes, a Marcha da Família com Deus pela Liberdade de São Paulo, em 1964, teria reunido o superestimado número de 800 mil pessoas. Aliás, Lobão afiança que as passeatas da direita teriam atraído mais gente para as ruas do que as Diretas Já.[11] Decerto, uma radicalização da tese de que teria havido um consenso em torno do golpe (e, consequentemente, da ditadura), verificada entre historiadores acadêmicos revisionistas.[12] Lobão ainda sugere que a atuação da esquerda (justamente o setor que tanto foi prejudicado pela chegada dos militares aos poder) teria sido responsável pela deflagração dos males da ditadura: “(…) nossos intelectuais, artistas e jornalistas, que sempre, em sua grande maioria, foram de esquerda, continuaram a sua jornada doutrinária, e quem não tinha nada a ver com o pato acabou tendo que passar todas as privações de um Estado de exceção”.[13] Já a “normalização da ditadura”[14], outro aspecto recorrente no revisionismo, está presente no pensamento de que: “Acabamos numa ditadura militar que duraria 23 anos [sic], e durante o transcorrer desse período o militar, em geral, se tornou o grande vilão nacional”.[15] De forma semelhante, há autores acadêmicos que consideram a Aliança Renovadora Nacional (Arena) – o partido de sustentação da ditadura – e os militares “bodes expiatórios” (!).[16] Ou seja, algozes são transformados em vítimas nessa crítica a uma memória social supostamente baseada em referenciais de esquerda.

A censura de Lobão aos grupos que combateram o Estado ditatorial serve como mote para o ataque aos governos petistas, sendo esta, talvez, a parte mais risível do livro (embora seja realmente difícil precisar esse tipo de afirmação). Nesse ponto, Olavo de Carvalho surge como uma matriz intelectual fundamental. O PT é visto como um partido associado a Cuba[17], tendo como objetivo: “(…) implementar uma ditadura do proletariado continental, tipo uma União Soviética chicana. Tem gente que acha essa realidade, repleta de provas e fatos, uma simples teoria da conspiração”.[18] Os líderes do partido brasileiro seriam ainda: “(…) parceiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias Colombianas), que, além de tudo, têm parceria com o PCC (Primeiro Comando da Capital)”.[19] E isso tudo diz respeito ao projeto político que proporcionou aos banqueiros recordes históricos de lucratividade.

Constata-se que as suas provocações pela esquerda aos governos PT – como aquela que ironizava a escolha de Gilberto Gil, contratado de uma multinacional da música, para ser ministro da Cultura – foram abandonadas pelas intervenções histéricas e alucinadas de (extrema) direita. Se a ditadura militar e a política nacional do tempo presente são temas de destaque nesse Manifesto do nada na terra do nunca, há também a preocupação com a nossa cultura, no que o tema da MPB vem à tona.

Vale ressalvar que, nesse ponto, Lobão consegue manter certa coerência em relação a sua trajetória. A sua crítica àquele estilo remonta aos anos 1980, e se fortaleceu na década seguinte, quando travou uma espécie de guerra fria (que como tal nunca estourou) com Caetano Veloso, documentada em três canções: “Rock’n’Raul” – desse último –, “Para o mano Caetano” (2001) – do roqueiro – e “Lobão tem razão” (2009) – do artista baiano. Essa composição mostra que a picuinha de longo tempo terminou em troca de gentilizas musicais, na melhor tradição brasileira da conciliação. No livro, Lobão conta que já foi fã de Caetano Veloso e Gilberto Gil, porque eles enxergariam mais longe do que a turma da cultura do nacional-popular, integrada por Chico Buarque e Edu Lobo, entre outros. Embora diferencie tradicionalistas e vanguardistas no campo musical brasileiro dos anos 1960, e revele contida simpatia pelos últimos, Lobão tem aversão à sigla MPB. Chega mesmo a falar em “repugnância”[20] – e assim tanto Chico Buarque e Edu Lobo, quanto Caetano Veloso e Gilberto Gil, estes supostos integrantes da “máfia do dendê” (termo inventado pelo já citado Tognolli), são defenestrados.

É importante perceber que a sua crítica à MPB tinha um cariz progressista nos anos 1980 e 1990. Lobão apontava para a falta de renovação nos padrões de apreciação e valorização da cultura brasileira. Muitos intelectuais e formadores de opinião ainda tratavam os artistas das décadas de 1960 e 1970 como deuses no olimpo musical, enquanto ignoravam a produção jovem do país. Tratava-se de uma dinâmica de disputa entre transformação e acomodação no campo artístico brasileiro. Roqueiros tentavam desestabilizar a hegemonia da MPB no cenário cultural e quebrar modelos de inteligibilidade que passavam necessariamente pela produção daquela geração considerada de ouro. Assim, o desejo consciente de jovens de querer romper com um gênero musical que naquele momento não lhes comunicava nada era como um “espírito de época”.[21] Fundamentalmente, a crítica de Lobão desnaturalizava a construção histórica da MPB como uma “instituição sociocultural”.[22] É nesse sentido que podemos entender esse trecho do livro do roqueiro: “(…) temos arraigados (…) vícios de autoimagem que nos arremessam ao mesmo lugar. Vivemos num presente contínuo em que os mesmos valores e as mesmas figuras se repetem ao infinito, sem que qualquer alteração relevante possa ser vivenciada”.[23]

                  Outro ponto que deve ser avaliado em sua crítica à MPB diz respeito a uma característica que deu forma ao campo do rock no Brasil, consolidado nos anos 1980: a falta de ligação com a cultura do nacional-popular, e os seus princípios de produção e avaliação das obras culturais.[24] A questão é que a condenação de Lobão a essa agenda, hoje, atende perfeitamente aos propósitos de sua cruzada antiesquerda. Este ponto fica mais evidente na seguinte passagem: “Voltando à MPB: pensamentos datados desenvolvidos pelo [Centro Popular de Cultura] CPC e seus intelectuais de esquerda (…)”.[25] Em resumo, se a sua crítica a esse gênero teve um traço progressista nos anos 1980 e 1990, nos tempos atuais ele foi varrido para debaixo do tapete do conservadorismo político.

Depreciar a MPB significa, ao fim e ao cabo, questionar Chico Buarque, cuja influência teria levado artistas de rap e hip-hop a repetirem: “clichês ressentidos, emburrados, com uma assustadora ausência de humor (coisa que não falta ao funk), não conseguindo produzir mais nada de relevante, pelo menos até este presente momento. Folclorizaram o rap”.[26] Comentários como este fizeram com que Lobão conquistasse adeptos entre o pequeno exército do pensamento conservador na grande mídia. Rodrigo Constantino (membro fundador do Instituto Millenium) lançou a involuntariamente cômica campanha: “Mais Lobão e menos Chico Buarque”.[27] Como se a representatividade da obra do primeiro para a cultura brasileira pudesse se sobrepor a do segundo (!).[28] Mas o palavrório oco de Lobão também suscitou reações. Mano Brown, dos Racionais MC, nominalmente citado como um exemplo da doutrina petista que teria conquistado o rap, escreveu no Twitter: “Ele pregava a ética e a rebeldia. Age como uma puta para vender livro. Nos anos 80 as ideias dele não fizeram a diferença para a gente aqui da favela. […] Tô sempre no Rio de Janeiro, se ele quiser resolver como homem, demorô! Do jeito que aprendi aqui”.[29]

Com a contribuição de programas humorísticos “politicamente incorretos” (pensamento do qual é entusiasta), Lobão ficou com a fama de que afinou para Mano Brown.[30] A radicalização política em torno do processo eleitoral de 2014 – prolongada após a apertada vitória da candidata petista – exaltou ainda mais Lobão. Este passou a ver visto no alto de carros de som das passeatas pró-impeachment, as mesmas que contavam com a presença de setores favoráveis à volta do regime militar. Certas experiências de Lobão nas ruas caíram no anedotário da esquerda. O quinto ato contra Dilma Rousseff foi convocado pelo candidato derrotado Aécio Neves, em pessoa, acompanhado por outros expoentes tucanos. Presente à Avenida Paulista, Lobão gritou: “Cadê os parlamentares? Cadê o Aécio, cadê o Caiado? Estou pagando de otário!”.[31] Enquanto cerca de 5 mil pessoas haviam atendido ao chamado do PSDB, o neto de Tancredo Neves estava na praia. Noutro movimento contra o PT, naquele mesmo logradouro, o próprio cantor resolveu convocar os manifestantes. Conseguiu a adesão de… 50 pessoas. Decepcionado com Fernando Henrique Cardoso, que manifestara (momentaneamente) posição contrária ao impeachment da presidenta, Lobão fez carga contra os tucanos e se lançou ao território da teoria política: “Todo social-democrata é um comunistinha lustroso. São bem letrados, mas só não toleram os comunistas como admiram mesmo os comunistas”.[32]

Lobão está situado numa extrema direita que não aceita nem mesmo a oscilação do PSDB em relação ao ativismo golpista. Em seu pensamento político, o partido que consolidou o projeto neoliberal no país apresentaria uma gradação vermelha de comunismo mais desbotada, mais ainda sob sua influência. O interessante é que o seu sucesso como pensador social, traduzido em expressiva venda de livros, não encontra (nem de longe) correspondente em seu trabalho musical. O seu próximo disco, com lançamento previsto para 2015, será chamado de O rigor e a misericórdia, título pinçado de um ensaio de Olavo de Carvalho. Nele há protestos contra o PT, cuja “lista negra”[33] é atacada, enquanto a presidenta é chamada de “impostora”, em uma de suas músicas. O cantor quis produzir seu CD no esquema do crowdfunding, porém, não conseguiu arrecadar nem metade dos R$ 80 mil reais. Além disso, viveu a experiência de ter o seu show na cidade gaúcha de Santa Maria cancelado por baixa procura de ingressos.[34] Em São Paulo, não conseguira atrair sequer metade da ocupação do Teatro Bradesco, com capacidade para 1.400 pessoas. Durante a turnê “Lobão Sem Filtro”, o palco virou local de agressões a Dilma e ao PT, com o artista incitando xingamentos na plateia.[35]

Em resumo, o atual discurso de Lobão está muito distante daquele manifestado na música “O rock errou”, do disco homônimo de 1986, em cuja capa ele aparece vestido de padre, ao lado de uma mulher nua. Segundo tal canção, a ditadura teria errado, assim como o Papa e o Vaticano, a África do Sul e o Apartheid, Ronald Reagan e a Casa Branca, e ainda Margaret Thatcher, a dama “de ferro, de aço e de podridão”.

Notas:

[1] Os anos de rebeldia política de Lobão foram tratados em outro texto de minha autoria, publicado neste blog: Blá, blá, blá… eu te amo: o namoro de Lobão com a esquerda brasileira (2015).

[2] s. a. Pragmatismo político. Cantor Lobão exalta a ditadura militar e ataca Chico Buarque. 1 de jun. 2011. http://bit.ly/1LaRg30 – acessado em 23/08/2015, às 20h46m. idem para a próxima citação.

[3] Sobre o assunto, ver: COIMBRA, Cecília Maria Bouças. Tortura ontem e hoje: resgatando uma certa história. Psicologia em estudo, Maringá, v. 6, n. 2, 2001. p. 7.

[4] Um inventário sobre a prática da tortura é encontrado em: BRASIL NUNCA MAIS. Petrópolis, RJ: Editora Vozes Ltda., 1985.

[5] s. a. Folha de São Paulo. Limites a Chaves, 17 de fev. 2009.

[6] A crítica a essa proposição foi desenvolvida em: RIDENTI, Marcelo. “Resistência e mistificação da resistência armada contra a ditadura”. In: REIS FILHO, Daniel Aarão, MOTTA, Rodrigo Patto Sá (orgs.). O golpe e a ditadura militar – 40 anos depois (1964-2004). Bauru (SP): Edusc, 2004, p. 62-3.

[7] Uma oposição a esse tipo de entendimento está em: TOLEDO, Caio Navarro de. “1964: o golpe contra as reformas e a democracia”. In: REIS FILHO, Daniel Aarão, MOTTA, Rodrigo Patto Sá (orgs.). op. cit. p. 76.

[8] MOTTA, Nelson. Ironias revolucionárias. O Estado de São Paulo, 16 de jul. 2010; Novela cubana, O Globo, 22 de fev. 2013; Furacão digital no Caribe, O Globo, 26 de dez. 2014.

[9] LOBÃO. Não serei simonalizado. Cult, 03 de jun. 2011.

[10] Ver: LANGER, Micael, LERAL, Calvito, MANOEL, Cláudio. Ninguém sabe o duro que dei. Jaya, TvZERO, Zohar, 2009; BRÍCIO, Pedro. S’imbora, o musical – a história de Wilson Simonal (2005); ALEXANDRE, Ricardo. “Nem vem que não tem”: a vida e o veneno de Wilson Simonal. São Paulo: Editora Globo, 2009; ALONSO, Gustavo. Quem não tem swing morre com a boca cheia de formiga: Wilson Simonal e os limites de uma memória tropical. Rio de Janeiro: Record, 2011.

[11] LOBÃO. Manifesto do nada na terra do nunca. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2013 (versão digital). p. 136, 238.

[12] Um exemplo dessa tendência está em REIS FILHO, Daniel Aarão. Ditadura, anistia e reconciliação. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, vol. 23, n. 45, 2010.

[13] LOBÃO. Manifesto do nada… p. 288.

[14] Termo cunhado de forma crítica por: MELO, Demian. op. cit. p. 174-6.

[15] LOBÃO. Manifesto do nada… p. 288.

[16] GRINBERG, Lúcia. Partido político ou bode expiatório: um estudo sobre a Aliança Renovadora Nacional, Arena (1965-1979). Rio de Janeiro: Mauad X, 2009.

[17]A palavra “Cuba”, considerando as suas variantes (“cubano”, “cubana”, “Cubão”), aparece 18 vezes no livro.

[18] LOBÃO. Manifesto do nada… p. 56.

[19] ibid. p. 124.

[20] LOBÃO. Manifesto do nada… p. 67.

[21] MAGI, Érica Ribeiro. Rock and Roll é o nosso trabalho: a Legião Urbana do Underground ao Mainstream. São Paulo: Alameda, 2013. p. 54.

[22] Termo proposto por: NAPOLITANO, Marcos. Seguindo a canção. Engajamento político e indústria cultural na MPB: 1959/1969. São Paulo: Annablume/FAPESP, 2001.

[23] LOBÃO. Manifesto do nada… p. 53.

[24] MAGI, Érica Ribeiro. op. cit. p. 52.

[25] LOBÃO. Manifesto do nada… p. 42.

[26] ibid. p. 82.

[27] CONSTANTINO, Rodrigo. Mais Lobão e menos Chico Buarque. O Globo, Rio de Janeiro, 14 de mai. 2013.

[28] Visões negativas da trajetória artística de Chico Buarque também são encontradas em trabalhos acadêmicos como: ALONSO, Gustavo. op. cit.; ARAÚJO, Paulo César. Eu não sou cachorro, não: música popular cafona e ditadura militar. Rio de janeiro: Record, 2010.

[29] Mano Brown responde Lobão: “age como uma puta para vender livros”. Pragmatismo Político, 02 de mai. 2013. http://bit.ly/1QaYZgJ – acessado em 26/08/2015, às 17h20m.

[30]A desarmonia entre Lobão e Brown foi parar em programas humorísticos. s. a. Diário do Centro do Mundo. Lobão perde a cabeça ao ouvir que “afinou para Mano Brown”, 07 de mar. 2014. http://bit.ly/1VWcV1Y – acessado em 26/08/205, às 17h25m.

[31] KOTSCHO, Ricardo. Aécio vai à praia, Serra reaparece e Lobão reclama. Balaio do Kotscho, 07 de dez. 2014. http://bit.ly/1AVlpeM – acessado em 26/08/2015, às 17h30h.

[32] ROCHA, Graciliano. Em manifestação com 50 pessoas na Paulista, Lobão ataca FHC e tucanos. Folha de São Paulo, 17 de mai. 2015. http://bit.ly/1JqAgEp – acessado em 26/08/2015, às 18h03m.

[33] RODRIGUES, Leonardo. Lobão chama Dilma de “impostora” e ataca “lista negra do PT” em novo disco. UOL, São Paulo, 08 de jul. 2015. http://bit.ly/1KLTc35 – acessado em 26/08/2015, às 20h15m. idem para a próxima citação.

[34] s. a. G1. Shows de Lobão e Cauby Peixoto são cancelados no RS por “baixa procura”. 05 de ago. 2015. http://glo.bo/1MkTFcJ – acessado em 26/08/2015, às 20h20m.

[35]s. a. Portal Fórum.Show de Lobão é cancelado após baixa procura por ingressos. 05 de ago. 2015. http://bit.ly/1F7iAOt – acessado em 26/08/2015, às 22h46m.