Ilustração de Humberto Tutti
Ilustração de Humberto Tutti

Roger Moreira: das Diretas às Indiretas Já

Romulo Mattos

A trajetória de Roger Rocha Moreira chama atenção pela significativa mudança em relação ao ideal de democracia política. Na primeira metade dos anos 1980, o roqueiro foi autor de uma canção transformada em hino do movimento pelas Diretas Já, que aglutinou diferentes correntes a favor do direito de votar para presidente. Cerca de 30 anos mais tarde, o mesmo personagem se apresenta como um incentivador das passeatas golpistas da nova direita, que, inconformada com a derrota nas urnas, exige nas ruas o impeachment de Dilma Rousseff, com balões infláveis de líderes petistas caracterizados como presidiários e a companhia consentida de grupos fascistas favoráveis à intervenção militar. Este texto analisa a atuação pública do vocalista e compositor do Ultraje a Rigor, em uma larga faixa de tempo, tentando encontrar elementos que expliquem o seu comportamento político atual.

Após ter frequentado instituições educacionais da elite paulistana, como o Liceu Pasteur e a Universidade Mackenzie, e tentado a sorte nos EUA, Roger lançou com o Ultraje a Rigor a sua composição “Inútil”, em outubro de 1983. A ligação dessa com o contexto das Diretas Já está principalmente nos versos “A gente não sabemos escolher presente/ A gente não sabemos tomar conta da gente/ Inútil/ A gente somos inútil”. Entre as inspirações para compor a música, o autor se recorda especialmente de uma declaração de Pelé, segundo a qual os brasileiros não estariam preparados para votar.[1] Para divulgar a canção, o presidente da WEA, André Midani, distribuiu cópias em cassete para os amigos, dentre os quais o publicitário Washington Olivetto – que, por sua vez, repassou a fita ao radialista Osmar Santos, que a incluiu em seu programa Balancê, na Rádio Excelsior. Mestre de cerimônia do comício pró-eleições diretas em São Paulo, no dia 27 de novembro de 1983, o comunicador tocou “Inútil” no sistema de som, para 10 mil pessoas, com enorme impacto.[2] Até o político Ulysses Guimarães teria contribuído para divulgar a composição. Essa passagem é curiosa. Carlos Átila, porta-voz do presidente da República, João Figueiredo, declarou em janeiro de 1984 que o grande comício de Curitiba só serviria para desestabilizar o processo de abertura política. O peemedebista então teria dito que lhe enviaria o compacto com a tal música: “Ele que repita isso, que toque o disco, que fique ouvindo”.[3] Há controvérsias quanto à veracidade dessa história, que foi divulgada por um jornalista, mas negada por Ulysses Guimaraes em um encontro com a banda.

O certo é que a divulgação daquela suposta discussão entre a oposição e a situação contribuiu para que o Ultraje a Rigor e a sua canção entrassem para o folclore político brasileiro. Caetano Veloso engrossou o coro e afirmou que a sua música “Podres Poderes” (1984) era para ter soado como “Inútil”, e lamentou não ter alcançado o mesmo resultado. E no Rock in Rio de 1985, com a intenção de homenagear as novas bandas, Os Paralamas do Sucesso tocaram tal música, que se tornara um símbolo do rock brasileiro em vias de consolidação. Embora muitos tenham interpretado que a letra chama os brasileiros de ignorantes, Roger afirmou que tentara passar a ideia de que as autoridades tratavam os brasileiros como inúteis, uma vez que estes não tinham o direito de escolher o próprio presidente. Em sua interpretação, a composição é justamente para dizer que o povo não é inútil.[4] O movimento em prol da extensão da cidadania política deixou sua marca em outra música de Roger, “Mim quer tocar”, incluída no lado B do mesmo compacto: “Mas mim quer votar/ Mim também quer ser bacana”.

O prestígio da banda cresceu vertiginosamente após o lançamento do primeiro LP, Nós vamos invadir sua praia (1985), que vendeu 450 mil cópias, e a elevou à condição de fenômeno da indústria fonográfica nacional. Na lista dos 100 melhores discos brasileiros de todos os tempos da revista Rolling Stone, ele ocupa a 27a posição. Mas o artista que décadas mais tarde seria um crítico implacável da corrupção petista – sem dedicar igual empenho em relação às denúncias contra o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) – se apropriara de “L’aventurier”, do grupo francês Indochine, ao compor o sucesso “Rebelde sem causa”.[5]

O bom desempenho comercial continuou com Sexo!! (1987), que vendeu 320 mil discos, apesar de ter sido considerado “brega” ou, principalmente, apelativo por muitos críticos. Roger explicou que a canção que dá título ao LP, de sua autoria, não fala propriamente sobre sexo, mas de censura e moralismo, que seriam típicos de nossa cultura.[6] Não obstante proclamar uma necessidade quase biológica de praticar relações sexuais, em certo trecho, a letra tenta resumir o conteúdo dos jornais da época: “E é eleição, é inflação/ Corrupção e como tem ladrão/ E assassino e terrorista/ E a guerra espacial/ Socorro!…”. Percebe-se que, no governo José Sarney, Roger já manifestava certa ojeriza antipolítica ao incluir o tema do sufrágio universal em um trecho que cita os males que assolavam o país e o mundo. O discurso contra a roubalheira – atualmente a pauta única da nova direita – também está na letra. Esse tema é repetido em “Prisioneiro”, composta com o baixista Maurício: “Com tanta gente roubando ninguém vai me dedar/ Sigo tranquilo no meio ninguém vai me pegar/ Vivo bem com o tráfico e com a corrupção/ Se o negócio sujar é só tomar um avião”. Mas “Pelado”, outra provocação do cantor em relação ao sexo, guarda um protesto de cunho mais social: “Sem roupa, sem saúde/ Sem casa, tudo é tão imoral/ A barriga pelada/ É que é a vergonha nacional”.

Foi a música de trabalho do álbum, “Eu gosto é de mulher”, que gerou maiores polêmicas. Ela surgiu a partir de um comentário preconceituoso de Maurício contra os gays, e fez com que a banda fosse vista como “machista, troglodita, uma série de coisas”[7], lamentou o seu autor, Roger. “Nem quero que você me leve a mal/ Eu sei que hoje em dia isso nem é normal/ Eu sou assim meio atrasadão/ Conservador, reacionário e caretão/ Pra que ser diferente/ Se eu fico sem mulher eu fico até doente”, diz a letra. Acusado de promover o machismo e a homofobia, o líder do Ultraje a Rigor explicou o sentido de tal composição ao Jornal do Brasil:

“Nós queremos apenas dizer que achamos mais divertido transa de homem com mulher. Até pouco tempo, a gente tinha que explicar porque era heterossexual, dizer pro gay que não havia nada contra, sabe como é, mas que a escolha pessoal era essa, todo aquele papo. Enquanto o gay dizia que era gay, ninguém pedia explicação e todo mundo achava lindo”.[8]

Percebe-se que o cantor apenas legitimou as reprimendas que vinha recebendo no debate público, ao reproduzir clichês contrários à reivindicação de direitos pelas minorias – como o de que a suposta força dessas seria responsável pela opressão de amplas parcelas que optam pelo comportamento tradicional. Vê-se o expediente de transformar o algoz – nesse caso, quem promove a dominação masculina – em vítima. Além de declarar o orgulho hétero em suas canções, Roger foi acusado de ter estuprado uma fã menor de idade. Comprovou inocência, mas a pecha de “estuprador” o acompanhou por muito tempo. Decerto, as suas letras em nada ajudavam a desfazer essa fama negativa.

Roger confundia a audiência mais atenta com letras críticas ao cenário nacional, mas também com hinos sexistas jovens – embora o próprio já tivesse passado dos 30 anos. O disco Crescendo, de 1989, vendeu menos que os anteriores, apesar da notável marca de 234 mil cópias naquele contexto de início de decadência do rock brasileiro. O sucesso “Filha da Puta”– também composto pelo líder do Ultraje a Rigor – é relevante para este texto. Apesar do seu sentido jocoso, há nele uma manifestação nacionalista – sentimento que hoje contribui para a cruzada ética do cantor contra a corrupção (apenas) do Partido dos Trabalhadores (PT). “Morar nesse país/ É como ter a mãe na zona/ Você sabe que ela não presta/ E ainda assim adora essa gatona”, dizem os versos de abertura, enquanto os de encerramento proclamam: “A terra é uma beleza/ O que estraga é essa gente/ Filha da puta/ É tudo filho da puta”. É possível identificar nessa condenação generalizada uma incipiente manifestação da ojeriza antipolítica.

A incontrolável derrocada comercial do rock brasileiro na virada da década não foi menos cruel com a banda de Roger, embora um álbum composto majoritariamente por covers de clássicos do rock nacional e internacional em tal conjuntura não tenha contribuído em nada para mantê-la entre os best-sellers da WEA. Por que Ultraje a Rigor, de 1990, vendeu 50 mil cópias, resultado positivo para Roger, mas considerado um fiasco pela gravadora – que perdeu o interesse pela banda após a mudança de diretoria. O grupo não fez esforço para se adaptar ao novo mercado e sofreu as consequências.[9] A partir de então, ele gravaria apenas mais três álbuns de estúdio, e outros três ao vivo – com o detalhe de que um disco de cada categoria seria dividido com outro grupo musical (Raimundos e Ira!, respectivamente). Os sucessos radiofônicos sumiram e a marca “Ultraje a Rigor” perdeu a força acumulada nos anos 1980 – embora, esporadicamente, esse nome pudesse garantir bons momentos, como no curto show composto apenas por hits no Rock in Rio, de 2001.

Vale mencionar que cinco bandas brasileiras boicotaram esse evento, quando souberam que não poderiam passar o som (em outras palavras, ajustar os equipamentos sonoros antes da apresentação). O Rappa liderou esse movimento rebelde, que conseguiu a adesão das bandas Cidade Negra, Raimundos, Charlie Brown Jr., Skank e Jota Quest. Esses artistas surgidos nos anos 1990 viviam o auge, enquanto outros, consagrados na década anterior, precisavam de um festival de tal grandiosidade para alavancar suas carreiras. Esse foi o caso do Ultraje a Rigor, que pelegou impiedosamente em tal ocasião. Seja como for, bandas como o Ira! foram mais bem sucedidas ao utilizar o Rock in Rio para revitalizar a relação com o grande público.

No período de pouca exposição na grande mídia, em 2006, Roger escreveu “PQP, Brasil”, inspirado no fracasso da seleção brasileira na Copa do Mundo da Alemanha, no mesmo ano. Nela estão mais claramente presentes os temas da corrupção e da generalização da condenação aos políticos, sensos comuns fortalecidos nos últimos anos. “Brasil, meu coração/ Pena que só tem ladrão/ Mas tem a Seleção/ Nosso orgulho e paixão/ Se o resto da nação/ merecesse a mesma atenção/ Daí sim, daí sim/ a gente ia ser campeão”. É significativo que esta marchinha nacionalista não tenha sido gravada sob a chancela de uma grande gravadora; ela foi disponibilizada para os ouvintes na internet, aliás, desacompanhada de um conjunto de canções.

Como Lobão, que conseguiu abrigo no ramo editorial, Roger procurou novas possibilidades de sobrevivência financeira. Em 2011, o segundo começou a fazer televisão, e transformou o Ultraje a Rigor em banda de apoio do talk show de Danilo Gentili (que até 2013 trabalhou na TV Bandeirantes, e atualmente está no SBT). Nesse programa, o cantor se sente a vontade a ponto de colaborar com as entrevistas. Ele também manifesta sua identificação com a linha artística de seu patrão, reivindicando para o humor brasileiro uma autonomia em relação ao mundo social. “Hoje em dia com essa merda de politicamente correto as pessoas caem nisso, como se existisse uma justiça superior que não permite tirar um sarro de determinados assuntos, piada é piada”.[10] De forma lamentável, o roqueiro travou discussão com o escritor Marcelo Rubens Paiva, cujo pai foi torturado e assassinado num quartel militar, durante a ditadura. Na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) de 2014, o autor de Feliz Ano Velho citou Roger como exemplo de quem desconhece aquele período histórico. Em resposta, o cantor (que se vangloria de ter QI altíssimo, 172, maior do que de Einstein) registrou no Twitter: “Não sofri na ditadura porque não estava fazendo merda. A pessoa tem que saber quais são os riscos do que está fazendo”.[11] Além disso, afirmou que teve: “(…) uma vida absolutamente normal” naquela época. “Era melhor do que essa ditadura disfarçada que temos hoje”, completou. Aqui o roqueiro se aproximou definitivamente de Lobão no arrazoado contra o PT – que seria uma espécie de ditadura comunista não declarada – e na condescendência com os militares.

Até mesmo a tropa de choque da nova direita midiática deu a entender que Roger ultrapassara limites éticos ao comentar de forma grosseira (e bastante compreensiva com os militares) o desaparecimento do ex-deputado Rubens Paiva. Os “jornalistas-intelectuais”[12] conservadores entraram em campo e tentaram pautar aquela polêmica apontando, por um lado, para os erros da ditadura – no caso, a repressão brutal e a política econômica, supostamente semelhante a dos governos petistas – e, por outro, para os de uma memória constituída em torno dos valores da esquerda, que heroiciza opositores que seriam tão ou mais autoritários que os agentes do Estado.[13] Essa visão conservadora é encontrada no Manifesto do Nada na Terra do Nunca, de Lobão.[14]

Curiosamente, o líder do Ultraje a Rigor acha que é perseguido pela esquerda e não entende o porquê das críticas elaboradas pelos militantes de tal tendência: “Reclamo dos políticos corruptos na internet, e me criticam, como se eu estivesse errado. Tem alguma coisa errada nessa lógica. Não sou de direita, sou de centro, equilibrado, e a favor de que o Brasil seja um país melhor, como os Estados Unidos”.[15] Além de ingenuamente considerar o Estado americano como o exemplo de democracia, e da negação quase psicanalítica de que suas ideias estejam situadas à direita do debate político, Roger não desconfia de que “(…) a bandeira do combate à corrupção, por seu caráter extremamente amplo e genérico, desloca as atenções de reivindicações palpáveis e passíveis de impactarem de forma imediata o cotidiano de milhões de pessoas”.[16]

Concluindo, Roger foi fortemente identificado com a causa das Diretas Já, o que lhe permitiu, inclusive, criticar a inclusão de sua banda, pela mídia, na categoria dos artistas engraçadinhos: “A gente foi importante socialmente”, garantiu.[17] Além disso, promoveu protestos de cunho social em pequenos trechos de letras, o que também contribuiu para o espanto de muitos em relação a sua postura atual. Mas foi esquecido que, ao mesmo tempo, o cantor podia reproduzir a homofobia e o machismo em suas canções – e desprezar a luta das minorias, ao tentar se safar das acusações realizadas por grupos feministas e militantes da causa gay, no debate público. Outro ponto que foi recuperado neste texto diz respeito a sua politização um tanto precária, que girava em torno do grito contra a corrupção, do discurso nacionalista irreverente e da ojeriza antipolítica – temas potencializados no avanço conservador dos tempos atuais.

As principais músicas de protesto dos anos 1980 têm sido apropriadas por movimentos sociais da nova direita. “Brasil (1988) – de Cazuza, George Israel e Nilo Romero –, por exemplo, é tocada com alto volume e pouca definição nos carros de som dos eventos organizados pelos fascistas, que utilizam símbolos do movimento integralista e pedem a volta dos militares ao poder. Não obstante, “Que país é este” (1987) – de Renato Russo – e “Inútil” integram a trilha sonora das passeatas a favor do impeachment de Dilma Rousseff (que contam com a presença do grupo fascista). Se Cazuza e Renato Russo, ídolos que morreram na década de 1990, não podem defender as suas letras dessas apropriações indébitas pela nova direita, Roger até estimula o retorno de sua composição às ruas. No Rock in Rio deste ano, ele tocou com uma camisa que trazia a seguinte inscrição: “A gente não sabemos escolher presidente”. E no protesto de 12 de abril de 2015, ele escrevera no Twitter:

 “Fora PT. (…) O Mensalão e o Petrolão e provavelmente o BNDES são e toda a corrupção do PT têm o propósito de ajudar o Foro de São Paulo e o próprio PT a transformar toda a América Latina numa União Soviética. As evidências estão todas aí escancaradas. O PT é o Mal. Não tem nenhum compromisso com o país ou com o povo brasileiro. O fato de estarem quebrando o país é só um exemplo do erro desse projeto e de sua ideologia. O PT não nos representa. E é um perigo gigantesco para a democracia e o progresso”.[18]

Em outras palavras, para salvar esses dois últimos ideais, ameaçados pela incompetência administrativa, a corrupção e a ideologia comunista (em marcha por toda a América Latina), a necessidade de um golpe de Estado (“Fora PT”), de antemão justificado. Qualquer semelhança com o discurso militar de 1964 não é mera coincidência – conforme mostrou este texto, Roger considera a vida na ditadura militar melhor do que a que se leva nos dias de hoje. Nos últimos anos, a política brasileira girou e, com o aval de seu autor, “Inútil” se tornou o hino das Indiretas Já.

Notas

[1] ASCENSÃO, Andréa. Ultraje a Rigor: Nós Vamos Invadir Sua Praia. Caxias do Sul, RS: Belas Letras, 2011. p. 39.

[2] ALEXANDRE, Ricardo. Dias de Luta. São Paulo: DBA, 2002, p. 164. apud: ASCENSÃO, Andréa. op.cit.p. 39.

[3]  DAPIEVE, Arthur. BRock: o rock brasileiro dos anos 80. Rio de Janeiro: Editora 34, 1995. p. 107.

[4] ASCENSÃO, Andréa. op. cit. p. 40.

[5] DAPIEVE, Arthur. op. cit. p. 109.

[6] ASCENSÃO, Andréa. op. cit. p. 110.

[7] ibid. p. 108.

[8] DAPIEVE, Arthur. op. cit. p. 111.

[9]  ASCENSÃO, Andréa. op. cit. p. 144-5.

[10] MINUANO, Carlos. Redescoberto na TV, Roger admite boa fase e avisa: “Não mato cachorrinhos”. UOL, 10 de abr. 2014. Disponível em: http://bit.ly/1QTnNKo. Acessado em 5/09/2015, às 19h41m.

[11] GRAGNANI, Juliana. Marcelo Paiva e Roger travam duelo sobre a ditadura militar. Folha de São Paulo, 20 de ago. 2014. Disponível em: http://bit.ly/1pMp3o2. Acessado em 30/08/2015, às 13h51m. idem para as duas citações seguintes.

[12] “Embora ocupem uma posição inferior, dominada nos campos de produção cultural, eles exercem uma forma raríssima de dominação: têm o poder sobre os meios de se exprimir publicamente, de ser conhecidos, de ter acesso à notoriedade pública (…). O que lhes proporciona ser cercados (pelo menos os mais poderosos deles) de uma consideração muitas vezes desproporcional aos seus méritos intelectuais”. BOURDIEU, Pierre. Sobre a televisão. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997. p. 96.

[13] NARLOCH, Leandro. Proposta de conciliação. Folha de São Paulo, 01 de set. 2014; CONSTANTINO, Rodrigo. A proposta de Leandro Narloch para a conciliação entre Roger e Rubens Paiva. Beta Veja.com, 01 de set. 2014. Disponível em: http://abr.ai/1L0tOl5. Acessado em 30/08/2015, às 22h33m.

[14] Ver: MATTOS, Romulo. “O rock errou: Lobão, o pensador social da nova direita brasileira”. Blog Junho, 14 de setembro de 2005.

[15] MINUANO, Carlos. op. cit.

[16] PESTANA, Marco. Por que os recentes protestos de massa no Brasil não devem se transformar em movimentos contra a corrupção? Capitalismo em desencanto, 19 de jun. 2013. Dispinível em: http://bit.ly/1Ma9iOM. Acessado em 05/09/2015, às 20h25m.

[17] DAPIEVE, Arthur. op. cit. p. 107.

[18] MOLINA, André. Ultraje a Rigor é trilha sonora de protesto contra Dilma. Paraná Portal, 12 de abr. 2015. Disponível em: http://bit.ly/1WH2FLs. Acessado em 7/09/2015, às 15h33m.