Ilustração de Marlon Anjos

O trotskismo e a Revolução Boliviana de 1952

Marcio Lauria Monteiro Em abril de 2017 completam-se 65 anos do começo da Revolução Boliviana de 1952. Essa, que foi a primeira revolução proletária da América Latina, teve como um de seus importantes protagonistas uma organização trotskista, cuja história é em parte pouco conhecida e em parte distorcida. De um putsch a uma insurreição popular e proletária Após ter conseguido apenas um assento dos 27 totais nas eleições parlamentares de 1949, o Movimiento Nacionalista...

Ilustração D. Muste

Intelectuais em movimento na Bolívia: lições para o Brasil contemporâneo

Rodrigo Santaella Gonçalves Vivemos um momento, em linhas gerais, de retorno dos discursos e dos programas neoliberais em diversos países da América Latina. Se no início do século XXI diversos governos chamados progressistas foram fruto de uma crise de hegemonia do neoliberalismo na região, a crise desses governos – gerada por inúmeros e diferentes fatores, que vão da crise econômica internacional às suas próprias contradições internas – abre as portas novamente para grandes...

Colagem de Singh Bean

As direitas profundas na América Latina

Massimo Modonesi (Tradução: Gilberto Calil) As direitas latino-americanas têm estado muito ativas e têm obtido significativas vitórias nos últimos tempos. A última na ordem de aparição foi o descarrilamento do processo de paz na Colômbia. Em menos de dois anos, as direitas ganharam as eleições na Venezuela e Argentina; bloquearam a possibilidade de outra reeleição de Evo Morales na Bolívia e, por outros meios, aparentemente também de Correa no Equador; destituíram a Dilma e...

Ilustração de Oadilos

O fim da hegemonia progressista e a virada regressiva na América Latina

Massimo Modonesi (Tradução: Fernando Pureza) A experiência dos chamados governos progressistas na América Latina (Argentina, Bolívia, Brasil, Equador, El Salvador, Nicarágua, Uruguai e Venezuela)[1] parece ter entrado em um ponto crítico que alguns autores chamaram de fim de ciclo, abrindo um debate sobre o caráter da conjuntura com fortes implicações estratégicas a respeito do futuro imediato.[2] De forma sintética, sustentarei a ideia de que, no sentido estrito, o ciclo não...