Fotografia de Humberto Tutti

Da carne podre à tradição dos vencidos

Fernando Pureza “O operário Brasileiro é mesmo agulha Que costura e fica nua Trabalha de janeiro a janeiro Passa fome e mora na rua […] Já não tenho pro café e só provo filé Quando mastigo a língua” (Bezerra da Silva, Vida de operário). Quando saíram as primeiras notícias sobre a “Operação A Carne é Fraca”, eu lembrei de uma anedota popular, de setembro de 1951 que comparava o “sorriso do velhinho” com as costelas de gado à mostra, de tão magra que andava a...