Ilustração de Celly Inatomi
Ilustração de Celly Inatomi

“Under my thumb”: sexismo e opressão nos Rolling Stones

Isadora de Paula Salgado

Enquanto o movimento feminista se fortalecia nos anos 1960, principalmente na Europa e nos Estados Unidos, o rock fazia sucesso como um estilo musical que reafirmava estereótipos de gênero e naturalizava a misoginia.* Um exemplo disso é a banda britânica The Rolling Stones. Vale notar que o grupo já surgiu com um slogan sexista – proposto pelo seu produtor, Andrew Loog Oldham –, que tentava marcar uma imagem contrária à dos supostamente comportados Beatles: “Você deixaria sua filha sair com um Rolling Stone?”. Neste texto, vamos analisar como o marketing rebelde dos Stones remete a condições ambíguas da mulher: ora ela aparece nas canções como agente castradora, ora como vítima da violência e da opressão de gênero.

I

Para Simon Reynolds e Joy Press, a rebeldia masculina serve para dramatizar a dicotomia do “masculino” em oposição ao “feminino”. As mulheres na sociedade patriarcal representariam tudo o que não se enquadra na definição de rebeldia: passividade, inibição e obediência às normas sociais e à vida doméstica. Os autores utilizam um conceito de Jean Paul Sartre para distinguir o rebelde do revolucionário. Para ele, o objetivo do rebelde é violar regras, cujo anseio é se opor à ordem social. O espaço temporal do rebelde é o agora. Em contrapartida, o revolucionário pretende substituir um sistema desigual, reconstruindo-o. O revolucionário é disciplinado e está disposto a se sacrificar por este ideal, os seus anseios estão condensados no futuro. Essa leitura é útil porque concebe o rock como uma arte que não é revolucionária, ao contrário, trata-se de uma arte subordinada ao capitalismo e ao patriarcado.[1]

A dupla de pesquisadores vê o fundador dos Rolling Stones, Brian Jones, como exemplo do homem misógino, conhecido por violentar mulheres e subordiná-las a jogos sexuais de poder. Ele foi descrito em biografias como quem vivia o conflito da castração, sendo essa uma consequência do sufocante amor maternal. Em 1967, Jones foi condenado a uma sentença por porte de drogas, tendo a defesa do músico o definido como um sádico sexual, e o seu comportamento “problemático” se justificaria pela mãe dominadora. Os Stones exprimem o medo masculino de a namorada se metamorfosear na própria mãe na canção “Have you seen your mother, baby, standing in the shadow?” (1966). Do mesmo ano, “Mother’s little helper” é sobre mulheres de meia-idade, entediadas com a vida pacata dos subúrbios da Inglaterra, e que dependem de tranquilizantes para dormir.[2]

Em tal perspectiva, “Satisfaction” (1965), que tem o famoso riff de guitarra tocado com o pedal fuzz, não aborda apenas a sociedade de consumo, como atestam diversos livros sobre a história do rock. Press e Reynolds fazem a leitura de que a canção é um protesto contra uma sociedade que nega aos homens a possibilidade de uma existência viril plena[3], tendo servido de identificação para homens que queriam fugir do matrimônio (que no pop britânico é sinônimo de domesticidade e, consequentemente, de morte do espírito de liberdade).[4] Em “Satisfaction” há um trecho especialmente polêmico, não citado pelos dois autores. O roqueiro que quer se arranjar sexualmente com uma garota é dispensado por ela: “(…) baby better come back later next week/ ‘Cause you see I’m on losing streak” (“baby, melhor voltar na próxima semana, porque eu estou numa fase ruim”), em referência ao inevitável período da menstruação. Existem os que enxergam nessa passagem um involuntário reconhecimento do poder feminino por Jagger, embora a canção tenha sido classificada por Stephanie Doktor, pesquisadora da Universidade de Virginia, como um exemplo de “cock rock”, estilo caracterizado por letras e atitudes machistas em relação à mulher.[5]

Embora os Stones tenham aderido, no final dos anos 1960, à luta empreendida pela nova esquerda britânica – participando de passeatas desse grupo político e compondo “Street Fighting Man” (1968)[6] –, as suas canções abordam protótipos de mulheres que variam entre degeneradas por serem submissas ou maliciosas e traiçoeiras (“Tumbling Dice”, “Sitting on a fence” e “Let it Loose”), descartáveis (“Out of time”, “Please go home”), ou idealizadas e místicas (“Child of the moon”, “RubyTuesday”).[7]

Reynolds e Press não mencionam duas canções significativas. A primeira é “Backstreet girl” (1967), em que o homem tem domínio sobre a relação e determina o modo como a amante deve se comportar (a distância, sem ameaçar o seu matrimônio). “Please don’t be part of my life/ Please keep yourself to yourself/ Please don’t you Bother my wife/ That way you won’t get no help” (“Por favor, não faça parte de minha vida/ Por favor, mantenha-se para si mesma/ Por favor, não aborreça minha esposa/ Deste modo você não conseguirá ajuda”). E o refrão enfatiza essa ideia: “Don’t want you part of my world/ Just you be my backstreet girl” (“Não quero que você faça parte do meu mundo/ Só quero que você seja minha garota clandestina”). Vale notar que o arranjo da gravação é acústico, e a melodia é delicada, como se fosse uma canção romântica, o que naturaliza a opressão de gênero.

A outra música é “Stray Cat Blues” (1968), um blues rock que aborda uma relação abusiva entre um homem mais velho e uma jovem menor de idade. “You look so weird and you’re so far from home/ But you really miss your mother/ Don’t look so scared I’m no mad-brained bear/ But it’s no hanging matter/ It’s no capital crime” (“Sua aparência é tão estranha e você está tão longe de casa/ Mas você realmente sente falta de sua mãe/ Não olhe com medo, não sou nenhum urso demente/ Mas isto não importa/ Não é crime”). Certos trechos indicam alto grau de sexismo: “Oh yeah! You’re a strange stray cat/ Oh yeah!, Don’tcha scratch like that/ Oh yeah!, You’re a strange stray cat/ Bet your mama don’t know you scream like that/ I bet your mother don’t know that you spit like that” (“Oh yeah! Você é uma estranha gata desgarrada/ Oh yeah! Não vá arranhando assim/ Oh yeah! Você é uma estranha gata desgarrada/ Aposto que sua mãe não sabe que você geme assim/ Aposto que sua mãe não sabe que você se abre assim”). Até que o narrador, adulto, afirma que não vê problemas em se relacionar com uma adolescente: “I can see that you’re fifteen years old/ No, I don’t want your I.D/ You look so restless and you’re so far from home/ But it’s no hanging matter/ It’s no capital crime (“Eu posso perceber que você tem quinze anos/ Não, eu não quero sua identidade/ Você parece tão tranquila e está tão longe de casa/ Mas isto não importa/ Não é crime”). O curioso é saber que, anos mais tarde, o baixista Bill Wyman seguiria a temática dessa composição, uma vez que manteve relação com uma garota de 14 anos, Mandy Smith. Na época em que eles se relacionaram, o baixista tinha 47 anos. Eles se casaram quando a jovem completou 18 anos, mas rapidamente divorciaram-se.[8]

II

“Under my thumb” (1966), do álbum “Aftermath’, talvez seja a música que sintetiza de modo claro a opressão de gênero. O protagonista da canção se orgulha de “domesticar” uma moça que, outrora, fora independente. A monogamia é uma regra que se aplica apenas às mulheres, que devem ser dóceis e submissas, ao contrário do homem, que tem a liberdade de flertar com várias mulheres, sem ser “penalizado” por isso. Não seria outra a ideia presente na estrofe: “Under my thumb, her eyes are Just kept to her self/ Under my thumb, well, I can still look at someone else” (“Sob o meu polegar, os olhos dela são mantidos para si mesma/ sob o meu controle, eu ainda posso olhar para outras pessoas”). A composição reafirma o desprezo do garoto por sua namorada, que “está sob o seu polegar”, e por este motivo a rejeita.

Uma polêmica em torno de “Under my thumb” contribuiu para que a professora de Humanidades Camille Paglia rompesse com o movimento feminista, em 1969. Depois de ela ter afirmado que essa música é uma obra de arte (e que a agenda política não pode ser aplicada à arte), as integrantes da New Haven Women’s Liberation Rock Band a confrontaram de forma agressiva e afirmaram que: “Nada que avilta as mulheres pode ser arte!”.[9] E não é para menos; a canção compara a garota submissa a um animal de estimação: “Under my thumb/ A siamese cat of a girl/ Under my thumb/ She’s the sweetest, hmmm, pet in the world” (“Sob meu polegar/ Uma gata siamesa de uma garota/ Sob meu polegar/ Ela é o mais doce, hmmm, animalzinho do mundo”). Nessa toada, a jovem também é vista como um cachorro se contorcendo (“squirming dog”).

Paglia é hoje uma crítica do feminismo. Foi durante a sua execução, no Altamont Free Concert, em 1969, na Califórnia, que o negro Meredith Hunter foi assassinado a facadas por um membro dos Hells Angels, contratados pela banda para fazer a segurança do evento. No início dos anos 1980, os Stones chegaram a utilizar “Under my thumb” como música de abertura de seus shows. Depois de então, a composição passou a aparecer esporadicamente em suas apresentações.

“Under my thumb” teve outros defensores. O crítico que contribuía com a New Left Review Richard Merton, afirmava que, além dessa música, “Stupid Girl” e “Backstreet girl” denunciavam a exploração sexual. Esse era o cerne de sua argumentação sobre o assunto:

“O enorme mérito – e audácia – dos Stones foi ter questionado, repetida e constantemente, o tabu central do sistema social: a menção da desigualdade sexual. Fizeram isso da maneira mais radical e inaceitável possível: louvando-a. A luz que esse facho negro lança sobre a sociedade é clara demais.

Proclamada de maneira nua, a desigualdade é, de fato, condenada. O ‘triunfo não mitigado’ desses discos é a rejeição do mundo espúrio das relações pessoais individualistas”.[10]

Também entusiasta dos Stones, o jornalista e militante da nova esquerda Tariq Ali classificou esse tipo de pensamento como uma “apologia obscura”, tão improvável quanto a ideia de que: “(…) surrar a esposa no meio da rua é tão somente, na realidade, uma atividade simples que visa despertar a consciência feminista”.[11]

A melhor fase musical dos Stones, com o talentoso Mick Taylor na guitarra, continua promovendo exemplos de sexismo e opressão de gênero. O blues “Midnight Rambler” (1969) descreve um crime de estupro, em referência ao caso real do “assassino de Boston”, Albert De Salvo, que matou 13 mulheres entre 1962 e 1964.[12] O caso foi tão conhecido que inspirou posteriormente, em 1968, o filme “The Boston Strangler”, cuja tradução no Brasil é “O homem que odiava as mulheres”. Embora Mick Jagger e Keith Richards nunca tenham admitido que a canção se referisse ao serial killer, “Midnight Rambler” narra de forma romantizada a invasão de um apartamento pelo assassino de mulheres: Did you see him jump the garden wall/ Sighin’ down the Wind so sadly/ Listen and you’ll hear him moan (“Você o viu saltar o muro do jardim?/ Cantando baixo para o vento, tão tristemente/ Ouça e você vai ouvi-lo gemer”). Já “Brown Sugar” objetifica a mulher negra. O termo presente no título da canção pode ser entendido como uma gíria para a droga heroína, mas a frase que completa o refrão deixa claro o caráter racista e machista: “Brown sugar, how come you taste so good?/ Just like a black girl should” (“Brown sugar, como você pode ter um gosto tão bom?/ Assim como uma garota negra deveria ter”).

Além das músicas sexistas e opressoras, a banda tem capas de disco e campanhas publicitárias misóginas. Podemos citar o material publicitário de Black and Blue (1976), divulgado em Hollywood. No pôster que foi exibido em outdoors há a foto da modelo Anita Russell amarrada e ferida, com manchas no corpo que simulam a ocorrência de uma violência sexual. Com a roupa rasgada, a mulher aparece sentada sobre um baú ilustrado com os rostos dos membros da banda, e com a seguinte frase: “I’m Black and Blue from the Rolling Stones – and I love it!” (“Estou preta e azul pelos Rolling Stones – e amo isso!”). Enquanto a imagem naturaliza a violência de gênero e a cultura de estupro, a frase legitima a ideia de que os homens – especialmente se forem eles Jagger, Richards, Wyman, Charlie Watts e Ron Wood – não precisam responder por seus atos violentos.

A capa de Some girls (1978) é um misto de fotografias dos membros da banda e de desenhos elaborados por Peter Corrinston. Nesse álbum, os Stones aparecem caracterizados de mulheres, com adereços exagerados, tais como perucas, brincos maiores que as orelhas e lábios pintados de cores extravagantes. Na contracapa, há as seguintes descrições: a “perfeita esposa da qual o único defeito é não gostar de homens” e “a mulher que largou a sua profissão para viver um romance, mas que tragicamente se tornou solitária”. Travestir-se não fez dos Stones uma banda menos machista. Mas, ao se apropriarem de utensílios usados por mulheres, eles ainda foram vistos como subversivos e inovadores.

III

Como foi dito anteriormente, mesmo com a ascensão de movimentos feministas nos anos 60, o universo do rock era ocupado majoritariamente por homens. As Liverbirds foram uma banda feminina de Liverpool contemporânea dos Beatles, a qual experimentou o machismo de John Lennon, que certa vez afirmou as suas integrantes: “Meninas com guitarras? Isso nunca vai funcionar”.[13] Contrariando os prognósticos do polêmico beatle, as garotas desenvolveram uma consistente carreira, durante a qual gravaram dois álbuns e quatro singles, tendo tocado por toda a Europa até 1967 e participado de uma excursão no Japão, no ano seguinte, quando se separaram. Chegaram a integrar turnês dos Kinks e, curiosamente, dos próprios Stones. Mas costumavam ser enganadas por empresários, que lhes pagavam menos em relação a músicos homens que tocavam nas mesmas excursões e palcos.

Em 1970, em Chicago, nos Estados Unidos, surgiu uma banda feminista denominada Chicago Women’s Liberation Band. Embora elas tenham permanecido em atividade por apenas três anos, lançaram um álbum em 1972 com músicas de protesto que tratavam da liberação das mulheres frente ao patriarcado. A baixista e cantora do grupo, Susan Abod, justificou que um dos motivos do surgimento da Chicago Women’s Liberation Band foi o fato de as mulheres dançarem músicas de rock que degradavam o próprio gênero, citando “Under my thumb” nesse sentido. Com o objetivo de educar e informar outras mulheres, a Chicago Women’s Liberation Band se identificava como uma banda socialista e feminista, que promovia canções como “The abortion song”, que falava abertamente sobre a necessidade de as mulheres decidirem o que fazer com os seus corpos: We’ve got to get together and fight/ They tell us to get married and have three or four kids/ Change the diapers, be a good wife/But we will decide how many children to bear/ We’ve got to control our own life (“Nós temos que nos reunir e lutar/ eles dizem que devemos casar e ter três ou quatro crianças/ trocar as fraldas, ser uma boa esposa/ mas nós vamos decidir quantos filhos queremos criar/nós temos de ter controle sobre a nossa vida”).

Outra conquista importante para a integração das mulheres na cultura pop foi a criação em 1970 do “Album-Oriented Radio” (AOR), um formato de rádio FM criado nos Estados Unidos que permitia a reprodução de faixas de discos não necessariamente comerciais pelas emissoras.[14] Isso abriu mais espaço para bandas formadas por mulheres, tendo surgido nesse contexto Gladys Knight and the Pips, Carly Simon e Caroline King. Segundo a militante Andi Zeisler, até mesmo o surgimento do canal da MTV mudou a forma de narrativa da televisão. Na perspectiva feminista, isto significou avanços nos papéis de gênero: nos primórdios do canal, cantoras apareciam em vídeos com a mesma frequência de artistas homens. O mesmo espaço abrigava Duran Duran e Joan Jett, por exemplo. No entanto, isso não excluía as representações de gênero na cultura pop, que são um tanto quanto sexistas.[15]

IV

Jagger foi questionado sobre o modo como as mulheres são diminuídas nas letras da banda. Em uma entrevista para a Rolling Stone, em 1978, Jagger afirmou: “A canção ‘Some Girls’ parece ser sobre o que acontece quando dezenas de garotas nos idealizam, arrancam nossas roupas e dinheiro, nos arruínam e ainda nos dão filhos que não queremos”. O cantor se referiu especialmente ao verso: “Some girls give me jewelry, others buy me clothes/ Some girls give me children, I never asked them for” (“Algumas meninas me dão jóias, outras me compram roupas/ Algumas meninas me dão filhos, eu nunca pedi por eles”). Jagger também teve de se explicar sobre “Under my thumb”: “It’s a bit of a jokey number, really. It’s not really an anti-feminist song any more than any of the others… Yes, it’s a caricature, and it’s in reply to a girl who was a very pushy woman” (“É um pouco como uma gozação, realmente. Não é realmente uma canção antifeminista mais do que qualquer uma dos outras… “Sim, é uma caricatura, e é em resposta a uma menina que era uma mulher muito insistente”. Ou seja, Jagger não deu mais do que respostas frívolas a respeito de sua abordagem machista no rock, e esteve longe de uma autocrítica.

O rock é um estilo musical em que podemos enumerar vários exemplos de machismo, principalmente oriundos de bandas conhecidas pelo grande público: Led Zeppelin, The Doors, The Beatles e Nick Cave and The Bad Seeds, por exemplo. O líder dessa última desenvolveu uma patologia na qual a maioria de suas letras descrevem o assassinato ou morte de mulheres. Ele regravou “Hey Joe”, escrita por Billy Roberts, famosa na versão de Jimi Hendrix, que conta a história de uma mulher que foi morta por seu parceiro. Cave regravou também “I’m gonna kill that woman” (“Eu vou matar aquela mulher”), de John Lee Hooker. Tal como suas regravações, a faixa título do primeiro LP de Nick Cave, From Her to Eternity (1984), é a respeito de um amor não correspondido, cujo fim trágico corresponde à morte da moça, assassinada pelo protagonista da canção.

A representação das mulheres no rock continua sendo realizada nos termos da objetificação, da opressão e da fragilidade, com a diferença de que talvez esteja menos acentuada do que nas décadas anteriores. Mas é importante lembrar que precisamos de feminismo como um movimento político que sirva, sobretudo, de instrumento para desconstruir todos os dias a violência de gênero.

Notas

* Agradeço a Romulo Mattos pela cuidadosa leitura do texto e pelas sugestões.

[1]REYNOLDS, Simon, PRESS, Joy. The Sex Revolts: gender, rebellion and rock n’ roll. Reino Unido: Serpent’sTail, 1995. p. 3

[2] ibid. p. 45

[3] idem.

[4] idem.

[5] GOLDMAN, Dean. “Satisfaction” faz 50 anos e ainda intriga: obra-prima ou deslize machista? UOL, 30 de abr. 2015. http://musica.uol.com.br/noticias/redacao/2015/04/30/satisfaction-faz-50-anos-e-ainda-intriga-machismo-ou-obra-prima-do-rock.html

[6] ALI, Tariq. O poder das barricadas. Uma autobiografia dos anos 60. São Paulo: Boitempo, 2008. p. 82.

[7] REYNOLDS, Simon, PRESS, Joy. op. cit. p. 21

[8] SMITH, Joan. It’s only rock’n’roll…or is it?. The Times, Londres, 2012. http://politicalblonde.com/index.php/2012/11/its-only-rocknroll-or-is-it/

[9] PAGLIA, Camille. Crisis In The American Universities. September 19, 1991 at M.I.T. in Cambridge, Massachusetts. This extemporaneous talk was sponsored by M.I.T.’s Writing Program.http://gos.sbc.edu/p/paglia.html

[10] ALI, Tariq. O poder das barricadas: uma autobiografia dos anos 60. São Paulo: Boitempo, 2008. p. 346.

[11] ibid. p. 347.

[12] SMITH, Joan. op.cit

[13] OLIVEIRA, Carlos de. Liverbirds, as meninas de Liverpool que encararam os Beatles. Sonoridades, 26 de abr. 2016. http://cultura.estadao.com.br/blogs/sonoridades/liverbirds-as-meninas-de-liverpool-que-encararam-os-beatles/

[14] ZEISLER, Andi. Feminism and Pop Culture. Berkeley, California: Seal Press, 2008,p. 82.

[15] ZEISLER, Andi. op. cit p. 82.