Bordado de Pedro João Cury
Bordado de Pedro João Cury

Zbigniew Brzezinski e a política externa norte-americana

Rejane Carolina Hoeveler

O falecimento de Zbigniew Brzezinski (1928-2017) trouxe manchetes em toda imprensa nacional e internacional neste último sábado (27).[1] Em seus últimos dias, com 89 anos, Brzezinski ainda influente nos círculos do Pentágono e do Congresso, além de comentarista bastante requisitado pela grande mídia estadunidense.[2]

Natural de Varsóvia, Zbigniew Brzezinski era filho do diplomata polonês Tadeusz Brzezinski, que serviu na Alemanha entre 1931 e 1935, onde “Zbig”, como era apelidado, testemunhou, ainda criança, a ascensão do nazismo. Entre 1936 e 1938, seu pai seria movido para a União Soviética, no contexto dos “grandes expurgos” de Stalin. Ainda em 1938, a família se refugia no Canadá, de onde assiste os acontecimentos que precipitaram a Segunda Guerra Mundial. Brzezinski então entra para a McGill University, onde começa a estudar as nacionalidades existentes dentro da União Soviética, e depois disso, vai para Harvard, onde cursa o doutorado tendo como tema a revolução russa e suas personalidades, principalmente Lênin e Stálin. No mesmo ano em que conclui o doutorado, 1953, vai para Munique, onde passa a trabalhar na Radio Free Europe[3].

É nesse contexto que, em colaboração com o cientista político e constitucionalista Carl J. Friedrich, Brzezinski trabalhou sobre o conceito de totalitarismo, visando principalmente caracterizar as ações soviéticas de 1956, em Totalitarian Dictatorship and Autocracy, publicado no mesmo ano.[4] O livro foi, juntamente com As origens do totalitarismo (1949) de Hanna Arendt,[5] um marco na difusão do conceito de totalitarismo no contexto da guerra fria, um debate que obteve considerável ressonância na Europa e nos Estados Unidos. Segundo o historiador Michael Scott Christofferson, com a primeira deténte, quando fica claro que a União Soviética congela seus esforços expansionistas, Friedrich, na edição de 1965, revisa sua definição de totalitarismo, enquanto Brzezinski passa a abandonar a ênfase no conceito.[6]

Em 1957, Brzezinski retornaria pela primeira vez à sua terra natal, onde reafirmaria seu julgamento de que as cisões dentro dos regimes políticos do Leste Europeu, as chamadas “democracias populares”, eram enormes em fins dos anos 1950 e início da década de 1960. Já como professor de Harvard, ele discordaria publicamente das políticas de Eisenhower e de John Foster Dulles, e, argumentando que um antagonismo frontal com esses regimes só iria empurrá-los ainda mais para a União Soviética, defendia uma política de “engajamento pacífico” (peaceful engagement), visando apoiar os movimentos internos desses países contra a União Soviética, ajudando a mobilizar sua sociedade civil por dentro.[7]

Em 1960, Brzezinski tornou-se assessor informal da campanha presidencial de John F. Kennedy, defendendo uma política “não-antagonista” em relação aos governos do Leste Europeu; e em 1964, trabalha na campanha de Lyndon Johnson, apoiando a guerra do Vietnã em sua passagem pelo Policy Planning Council do Departamento de Estado entre 1966 e 1968 – embora mais tarde tenha se tornado, como outros antigos apoiadores, crítico da escalada da guerra promovida por Kissinger. Em 1968, participa do Foreign Policy Task Force da candidatura presidencial de Hubert Humphrey, defendendo então mudanças em relação às políticas de Johnson concernentes ao Vietnã, ao Oriente Médio, e à União Soviética. Brzezinski passaria a defender uma posição intermediária entre a abordagem de Kissinger e a do democrata George McGovern, que ele considerava “muito pacifista”.[8]

Entre duas eras, publicado nos Estados Unidos em 1969, é um livro menos estudado na obra intelectual de Brzezinski. Entretanto, é uma contribuição fundamental na trajetória intelectual do autor.

Como consta no próprio título, a idéia central de Brzezinski era de que os países industrialmente mais avançados, em especial os Estados Unidos, estariam emergindo de seu estágio industrial de desenvolvimento para um estágio em que a tecnologia, especialmente a eletrônica (daí o neologismo “tecnetrônica”), se tornaria a principal determinação das mudanças sociais, cada vez mais rápidas e complexas. A referência à idéia de sociedade pós-industrial de Daniel Bell é absolutamente direta: na verdade, como admite o próprio Brzezinski, seu termo “tecnetrônica” seria tão somente uma tentativa de dar um sentido mais preciso ao termo “pós-industrial”.[9]

Ao contrário do que ocorria na “sociedade industrial”, onde predominavam os intensos conflitos políticos sobre direitos políticos, sufrágio universal, etc, na era tecnetrônica a questão passaria a ser simplesmente a de assegurar a participação real dos cidadãos em decisões que se tornam cada vez mais complexas para o alcance do cidadão médio, tornando um problema a “alienação política”.[10] A transição para essa nova “era tecnetrônica” seria a grande causa desses efeitos ideológicos e emocionais específicos, que foram resumidos pelo autor no termo “crença volátil”. A paixão dominante seria a paixão pela igualdade, seja entre os homens dentro das instituições, seja entre raças ou entre nações.

Brzezinski nutria profunda raiva pelos intelectuais radicais. Segundo Brzezinski, a “reação” da Nova esquerda, que o autor classifica como “ideologia infantil”, também teria sido fruto indireto da revolução tecnetrônica nos Estados Unidos. Dentro do amplo conjunto de críticas bastante raivosas à Nova esquerda americana, destacamos aquilo que o autor chamou de “predisposição totalitária” supostamente presente nessa corrente. Segundo o autor, os militantes da Nova Esquerda (que tendem fortemente a se transformar em “Esquerda Violenta”) ameaçavam o liberalismo norte-americano tanto quanto o macarthismo o fez nos anos 1950, prejudicando o “progresso social” norte-americano e intensificando a crise do liberalismo norte-americano.[11]

Brzezinski propunha como solução claramente a criação de mecanismos que ligassem governos, universidades e comunidades de negócios. A participação empresarial no processo educacional seria outro ponto chave nesse processo: afinal, esses mecanismos teriam de vir junto de uma mudança geral na “formação cultural” da sociedade, que começaria por reformas educacionais amplas no sentido de diminuir o tempo em que o jovem passa “apenas” se formando – o que na opinião do autor estava na raiz da base social da Nova Esquerda e dos movimentos “contraproducentes” para a sociedade.[12]

Segundo Brzezinski, os Estados Unidos, por serem o principal disseminador global da “revolução tecnetrônica”, tenderiam a exercer o maior impacto sobre todas as outras sociedades. Este fato, no entanto, teria o efeito paradoxal de fazer com que o comunismo crescesse em função das aspirações frustradas dos povos que observam os Estados Unidos. Em outras palavras, todo tipo de ideologia anti-capitalista ou anti-imperialista estaria baseado num grande “recalque” em relação aos Estados Unidos. Uma “pseudo-intelectualidade nativa”, nas palavras do autor, influenciada por doutrinas defendidas por Franz Fanon, Regis Debray, Che Guevara e outros, tentava adaptar o marxismo europeu do século XIX às condições dos “guetos globais industrialmente atrasados” do século XX. Era nessa “base social” que estaria, segundo ele, o manancial de uma geração de líderes de tentativas de levantes revolucionários ou anti-imperialistas no Terceiro Mundo.

Para o autor, o sucesso dos Estados Unidos em lidar com este contexto e manter sua sociedade democrática “sadia” seria fundamental para dar um exemplo a um mundo “dominado ainda por conflitos raciais e ideológicos”. O fracasso dos Estados Unidos nesta tarefa seria um retrocesso não só para si, mas para o mundo todo: “botar ordem” no mundo implicava “botar ordem”, primeiro, dentro de casa.

Os métodos de enfrentar os conflitos internacionais teriam de tornar-se igualmente análogos àqueles empregados para conter discórdias urbanas. O aspecto mais típico seria a rotinização do conflito, restringindo-se e regulando-se a violência direta, sendo considerada um desvio da norma, até que atinja os níveis “socialmente toleráveis”.

Em suma, para Brzezinski, a “praga” dos guetos urbanos nos Estados Unidos equivalia à posição global dos países “menos desenvolvidos”, particularmente na Ásia e na África, no sentido de que seu problema não seria ausência de mudança, e nem mesmo de mudança demasiado lenta. Ao contrário, seu problema decorreria de um sentimento de privação frente ao avanço dos mais avançados, do qual se tornaram cientes graças ao desenvolvimento das comunicações.

Do ponto de vista estratégico, para Brzezinski, a rivalidade americano-soviética, embora persistindo, deveria tomar um caráter menos ideológico e mais pragmático. Também deveria declinar a “relação especial” dos Estados Unidos com a América Latina, já que, para ele, se os Estados Unidos não mudassem sua atitude em relação ao continente, os nacionalismos latino-americanos só tenderiam a aumentar sua base popular. Uma atitude “mais desprendida” para com os processos revolucionários mundiais e uma preocupação “menos ansiosa” com a União Soviética também ajudariam os Estados Unidos a terem uma melhor relação com a China.

Outro ponto fundamental nessa reestruturação das relações dos Estados Unidos com o mundo seria um tratamento das relações econômicas internacionais e de ajuda externa de forma despolitizada, “mesmo que a finalidade básica última seja ainda política”. Nesse sentido seria providencial dar um papel mais elevado aos organismos internacionais encarregados desta tarefa e à eliminação das restrições comerciais.

Para que tudo isso pudesse ocorrer, o autor defendia a criação de uma “coordenação entre os países desenvolvidos”, especialmente entre suas elites políticas, num esforço internacional sem precedentes de ampliação das esferas de coordenação econômica e política.

No último ponto do livro, intitulado “Uma comunidade das nações desenvolvidas”, Brzezinski vai propor claramente aquilo que seria a Comissão Trilateral. Estavam em Entre duas eras as noções básicas para a criação da Trilateral: a idéia de que a ameaça do Terceiro Mundo deve ser combatida por outras formas que não a confrontação direta; a noção de interdependência; a noção de “crise da democracia”; o clamor pela união das “sociedades avançadas”.

O lugar de Brzezinski no debate de política externa nos Estados Unidos desde os anos 1970 esteve marcado por suas divergências com Kissinger. Brzezinski argumentava que Kissinger “negligenciava” o Terceiro Mundo e os aliados tradicionais em seus esforços para alcançar a détente com os soviéticos e os chineses e nas relações com as nações do Oriente Médio.[13] De acordo com ele, a reconstrução e a reestruturação necessárias para novas instituições necessárias num período de crise e mudança como aquele não seriam compatíveis com as “acrobacias” táticas de curto prazo típicas de Kissinger.

Na administração de James Carter (1977-1981), Brzezinski foi indicado Conselheiro de Segurança Nacional, cargo em que se encarregaria de reorganizar a estrutura do National Security Council (NSC).[14] A proeminência dele no mandato era considerável. Segundo o pesquisador Laurence Shoup, era conhecido o fato de que a senha para a política externa de Carter, desde que foi lançada sua campanha, de 1975 em diante, era “esclareça com Brzezinski” (“clear it with Brzezisnki”), e sempre costumava perguntar acerca dos memorandums se Brzezinski os tinha visto (“Has Brzezinski seen this…”).[15]

A indicação de Brzezinski para esse cargo era bastante útil para Carter, na medida em que dava um sinal aos setores mais conservadores que o combate à União Soviética continuaria no centro da agenda; no entanto, esse mesmo fato era potencialmente motivo de conflitos com outras indicações de Carter, nomes mais ligados aos movimentos de direitos humanos, como Cyrus Vance. Na questão dos direitos humanos, Brzezinski tinha sua própria interpretação: a de que essa campanha servia basicamente para minar a legitimidade política da União Soviética, em detrimento das ditaduras militares na América Latina, por exemplo.

O conflito entre Vance e Brzezinski ficou explícito em pelo menos dois episódios: quando da ocupação soviética no Afeganistão, e quando do início revolução iraniana, ambos em fins de 1979. No primeiro caso, Vance acusou Brzezinski de provocar a ocupação soviética; e no segundo, enquanto Brzezinski defendia uma política para evitar a ascensão do Aiatolá Khomeini de qualquer forma, Vance defendia o reconhecimento do novo governo e a negociação com ele.

Brzezinski já era o secretário de Estado quando, a partir de 1977-1978, intensificaram-se os movimentos contra o xá Reza Pahlevi, aliado histórico dos Estados Unidos na região. Brzezinski exortou o xá várias vezes a empregar a força em maior escala para esmagar a oposição. O jornalista Scott Armstrong, em um especial sobre Irã no Washington Post, descreveu o conteúdo de uma das cartas de Brzezinski ao xá “exortando-o inequivocamente a recorrer à força para acabar com as manifestações”.[16] Brzezinski propôs que se enviasse 80 aviões e cinco mil marinheiros e aviadores, para auxiliar o xá em qualquer tarefa.

A posição de Brzezinski acabou prevalecendo e Vance se viu obrigado a renunciar a seu posto em março de 1980 (meses antes do fim do mandato). Não obstante, a hesitação e a falta de uma estratégia coerente perante a opinião pública já havia abalado definitivamente a imagem do governo Carter. Pragmaticamente, no final do mandato de Carter, Brzezinski se afasta definitivamente dos chamados “pombos” democratas, e, ainda que mantendo críticas ao unilateralismo exacerbado de Reagan, apoiou o republicano como uma alternativa ao pacifismo democrata, e em 1985 foi indicado por Reagan para o cargo de presidente da Comissão de Armas Químicas.

Entre 1987 e 1989, o ex-sovietólogo serviu no Conselho Presidencial sobre Inteligência Estrangeira, ao mesmo tempo em que assessorava George Bush (pai) em questões de segurança nacional, agora rompendo de vez com o Partido Democrata. Em 1988, escreveu um livro sobre o fim do socialismo na União Soviética afirmando que seria um fim violento e sofrido, e, em 1990, já após a vitória do Solidariedade na Polônia, sua terra natal, e a queda do muro de Berlim, vaticinou contra a euforia do pós-Guerra Fria, posicionando-se contra a guerra do Golfo com o argumento de que os Estados Unidos perderiam o reconhecimento internacional que acabavam de ganhar com o fim da União Soviética e que a guerra geraria enorme indignação dentro do mundo árabe. Ao mesmo tempo, Brzezinski criticou o governo Clinton por sua suposta “hesitação” diante da guerra da Bósnia.

Após os atentados de 11 de setembro, Brzezinski foi cobrado por sua política de formação da rede mujahiddin – embrião da Al Qaeda. Tornou-se inegável que a política levada a cabo por Brzezisnki nos anos 1970 contribuiu consideravelmente para o fortalecimento do fundamentalismo islâmico (a “alternativa verde” contra a “vermelha” como dizia Brzezinski na época). Revendo sua posição dos anos 1970, Brzezinski foi crítico da condução da “guerra ao terror” de George W. Bush, e ainda em 2004 escreveu The choice, obra em que criticava diversos aspectos de sua política externa.[17]

Em 2007, apoiou a candidatura de Barack Obama, que declarou que ele era um dos mais proeminentes pensadores da América. Sua crítica pública ao lobby israelense nos Estados Unidos e a censura à passividade dos Estados Unidos diante da possibilidade de Israel invadir o Irã lhe rendeu diversos ataques dos apoiadores de Israel.[18]

Em 2014, Brzezinski foi um dos mais radicais críticos do que ele chamou de agressão russa à Criméia, caracterizando o presidente russo, Wladimir Putin, como um “verdadeiro Mussolini”, e advogando um “alerta total” da OTAN diante dos movimentos da Rússia na Ucrânia, região que ele sempre considerou como chave na influência russa sobre a Eurásia.

A história da trajetória política e intelectual de Zbigniew Brzezinski é imprescindível para uma compreensão crítica da política externa norte-americana do século XX.

Notas

[1] Ver, entre outros, “Aos 89, morre Zbigniew Brzezinski, ex-conselheiro de segurança dos Estados Unidos”. Folha de S. Paulo, 27 de maio de 2017. Disponível em http://bit.ly/2r1Kw3c; e HOAGLAND, Jim. “Zbigniew Brzezinski, foreign policy intellectual who served as Carter’s national security adviser, dies at 89”. Washignton Post, 27 de maio de 2017. Disponível em: http://wapo.st/2qsxGIJ.

[2] Esta breve nota baseia-se em artigo de nossa autoria publicado recentemente: HOEVELER, Rejane Carolina. “Dominação e resistência nos Estados Unidos dos anos 1960: Zbigniew Brzezinski entre duas eras”. Revista Mosaico, v.9, n.1, p.8-23, Jan/Jun 2016. Disponível em: http://bit.ly/2s4wkoz; e em nossa dissertação de mestrado: HOEVELER, Rejane Carolina. As elites orgânicas transnacionais diante da crise: os primórdios da Comissão Trilateral. Dissertação de Mestrado. Programa de Pós-graduação em História (UFF), Niterói, 2013. Disponível em: http://www.historia.uff.br/stricto/td/1919.pdf.

[3] Um dos principais instrumentos de propaganda anti-comunista que funcionou dentro dos países da chamada “cortina de ferro”.

[4] BRZEZINSKI, Z. & FRIEDRICH, C.J. Totalitarian Dictatorship and Autocracy. Cambridge: Harvard University Press, 1956.

[5] ARENDT, Hanna. As origens do totalitarismo. São Paulo: Companhia das letras, 1989 [original de 1949].

[6] CHRISTOFFERSON, Michael Scott. French intellectuals against the left: the antitotalitarian moment of the 1970’s. New York: Berghahn Books, 2004. p. 5-8.

[7] Ver BRZEZINSKI, Z. “Peaceful Engagement in Eastern Europe”. Foreign Affairs, p.642-654, Julho/1961.

[8] Senador democrata por Dakota do Sul entre 1963 e 1981, o historiador George McGovern (1922-2012) foi o nome do Partido Democrata que se opôs a Nixon nas históricas eleições de 1972, marcadas pelo debate sobre a guerra.

[9] BRZEZINSKI, Zbigniew. Entre duas eras. América: Laboratório do mundo. Rio de Janeiro: Artenova, 1971 [1969], p. 24.

[10]Note-se que o termo “alienação”, aqui, não se refere ao sentido filosófico, e sim ao sentido mais genérico de “afastamento”.

[11]Idem, p.212.

[12]Idem, p. 241.

[13] BRZEZINSKI, Zbigniew. “The deceptive structure of peace”. Foreign Policy, n.14, p.39-55, primavera de 1974.

[14] Sobre a oposição entre as gestões Kissinger e Brzezinski no NSC, ver Andrianopoulos, Gerry Argyris. Kissinger and Brzezinski: The NSC and the Struggle for Control of U.S. National Security Policy. Nova York: Palgrave Macmillan, 1991.

[15] Los Angeles Times, 23 de janeiro de 1977, p.1, apud SHOUP, Op. Cit., p. 51.

[16]Ver CHOMSKY, Noam. Rumo a uma nova guerra fria. Política externa dos Estados Unidos, do Vietnã a Reagan. Rio de Janeiro: Record, 2007, p.97-98; e MONIZ BANDEIRA, Luiz Alberto. Formação do Império Americano. 3ª edição revista e ampliada. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009, p.382-398.

[17] O livro (BRZEZINSKI, Z. The Choice: Global Domination or Global Leadership. Nova York: Basic Books. 2004) foi muito elogiado por G. John Ikenberry em resenha publicada no New York Times: IKENBERRY, G.J. “Brzezinski offers his vision as na alternative on security”. The New York Times, 30 de março de 2004. (disponível em http://nyti.ms/2qp2sWY).

[18] Ver BRZEZINSKI, Z.  “A Geostrategy for Eurasia”. Foreign Affairs, 76, Set/Out 1997.